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Travel is always a good idea

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Berlim - Dia 3, getting darker

O nosso roteiro pela cidade de Berlim continua com uma paragem no famoso Portão de Brandemburgo ( Brandenburguer Tor ) que está localizado entre a Avenida Unter den Linden e o Parque Tiergarden. É um monumento que foi construido entre 1788 e 1791 a mando do rei Frederico Guilherme II da Prússia como sinal de guerra, este e outros portões foram construídos ao longo dos vários muros existentes na cidade que tornavam o centro de Berlim numa fortaleza. O Portão de Brandenburgo num estilo neoclássico é o único que resistiu aos danos das guerras mundiais e foi o centro de grandes momentos históricos como foi a abertura do muro em 1989. Hoje é um dos mais importantes símbolos de Berlim e cartão postal da cidade e é considerado um símbolo de unidade e da paz europeia.

 

Informações úteis sobre o Brandenburguer Tor:

Preço: gratuito

Horário: aberto 24h

Estações de metro próximas: Brandenburger Tor, Französische Str, Mohrenstr

 

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( Brandenburger Tor )

 

Já o devo ter dito antes mas a cidade de Berlim  está cheia de História ao virar de qualquer esquina, após passarmos o Portão de Brandenburgo e a caminho do Reichtag encontrámos o Memorial to the Sinti and Roma Victims of National Socialism construido em 2012 que é um monumento dedicado em memória das 220 a 500 mil pessoas mortas de povos tais como os Sinti e Roma, conhecidos também por serem ciganos. O memorial simples consiste num lago circular com um triângulo de pedra no centro, a forma triangular remete-nos para os triângulos remendados nos fatos dos prisioneiros dos campos de concentração, todos os dias é colocado uma flor fresca no memorial e em volta do jardim há placas informativas com vários informações históricas. O jardim é pequeno e apesar de estar no centro da cidade, o ambiente é tão pesado e silencioso que até parece estarmos longe de Berlim.

 

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( Memorial to the Sinti and Roma of Europe Murdered under National Socialism )

  

Ao lado do memorial visitámos o Reichtag, edifício construído em 1884 na qual está o parlamento alemão ( Bundestag ), que hoje em dia é uma das atrações mais visitadas de Berlim. Em 1933 um mês após a nomeação de Adolf Hitler para chanceler da Alemanha o prédio foi incendiado propositadamente por comunistas, momento em que o Hitler aproveita para assinar o Decreto do Incêndio do Reichtag que suspenda a maioria dos direitos humanos garantidos pela constituição de 1919 da República de Weimar. A partir desde momento o poder dos Nazis cresceu e Hitler consegue criar a Lei de Plenos Poderes que lhe permitia governar por decreto e suspender diversas liberdades dos civis. Durante os doze anos do Terceiro Reich o Reichtag foi severamente atacado várias vezes durante a segunda guerra mundial, a guerra fria e só em 1990 aquando da queda do muro de Berlim e na época da Re-unificação o edifício voltou a ser utilizado como parlamento alemão, agora com uma cúpula construida em vidro que permite aos visitantes observar os trabalhos feitos no parlamento.

 

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Informações úteis sobre o Reichstag:

Preço: entrada gratuita mas sob pré-reserva no site oficial.

Horário: todos os dias entre as 8h e as 24h ( última entrada às 21h45 )

Estações de metro próximas: Bundestag

Site: https://www.bundestag.de/en/visittheBundestag/dome/registration/245686 

 

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 ( Reichstag )

 

Ao sair do Reichtag e atravessar a rua estamos no Jardim Ober Tiergarden Berlin, que ocupa toda a zona entre o Portão de Brandenburgo, o Memorial do Holocausto e a Coluna da Vitória. É de facto um dos maiores jardins de Berlim, com muito espaço para caminhar entre a natureza, bancos para relaxar, lagos e estátuas para apreciar. Caminhámos durante um bom bocado sem direção certa até que encontrámos um monumento muito interessante com a estátua de Goethe, um monumento dedicado a ele e à sua obra. Após sair do jardim ficámos em frente ao Memorial do Holocausto.

 

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( Ober Tiergarden Berlin )

 

Se é daqueles que quando viaja não passa sem fazer algumas compras, há uma boa opção no centro da cidade - o Mall of Berlin. Na realidade passei no shopping sem intenção de entrar, até porque vinha da zona do memorial do holocausto e queria ir para a zona do Checkpoint Charlie. E ao percorrer as ruas nessa direção acabámos por atravessá-lo. Ideal para quem quer comer algo mais rápido ou precisa de alguma coisa útil. 

 

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( Mall of Berlin )

 

Voltando à ilha dos museus é possível visitar o Museu Novo ( Neues Museum ) que tem nas suas exibições uma extensa coleção de artes do Egito Antigo, juntamente com a coleção de papiros, a coleção sobre a Pré-história e História Antiga e ainda artefactos da coleção de Antiguidades Clássicas. Este e os outros museus da Ilha dos Museus é enorme e bastante especifico, mas com uma pesquisa prévia pode escolher qual ou quais os museus que mais lhe interessam visitar, caso não tenha tempo para ver todos.

 

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( Neues Museum )

 

História: 1945 - 1963, Dividindo a cidade

Após a cidade cair nas mãos do Exército vermelho ( Red Army ) em 1945, a cidade foi inicialmente dividida em três setores. Com a formação da Republica da Alemanha (DDR) no lado oeste da cidade e a Republica Democrática Alemã (GDR) no lado este em 1949, iniciou-se a intensa Guerra Fria com Berlim no centro. A este da Alemanha tentavam mover o centro governacional para Bonn, enquanto a DDR proclamava Berlim como capital. Este conflito resulta na criação de um muro a 1961 por parte da GDR. Os aliados do setor oeste (USA, Grã Bretanha e França) formaram-se na zona oeste enquanto que o setor soviético se formava na zona este do muro de Berlim. Com o muro a dividir a cidade a meio por volta do ano 1963 só era possível atravessá-lo no Checkpoint Charlie e em outros locais específicos, mas não por qualquer pessoa. Uma curiosidade: como resultado da divisão da cidade de Berlim, atualmente existem dois jardins zoológicos. O parque animal Firedrichsfelde e o jardim zoológico. 

 

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( Brandenburger Tor )

 

O Memorial do Holocausto ( Memorial to the Murdered Jews of Europe ) é talvez um dos monumentos mais sombrios que já visitei, começando no seu exterior onde blocos de cimento foram colocados de forma simétrica mas com alturas diferentes. O monumento é um memorial evocativo da morte de mais de seis milhões de judeus durante o Holocausto e é possível visitar o centro de informação subterrâneo.

 

Para ler mais sobre este memorial, clique aqui.

 

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 ( Memorial to the Murdered Jews of Europe )

 

LINKS: PARTE UMPARTE DOIS ou PARTE QUATRO

 

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Boa viagem !

 

Berlim - Memorial do Holocausto | Memorial to the Murdered Jews of Europe

Caminhando pela zona sul do Portão de Brandemburgo, perto da Potsdamer Platz e com vista para o Parlamento, no meio da cidade surge uma construção bastante diferente e sombria, a minha primeira impressão foi de choque de tão negro, grotesco e quase descabido parece ser um conjunto de blocos no meio da cidade. De facto devemos atribuir essa ideia ao seu arquiteto Peter Eisenman que só consegue minimizar o efeito depois de sabermos que ali está o Memorial aos Judeus Mortos na Europa ou se quisermos chamar-lhe, o Memorial do Holocausto. Continua a ser uma construção sombria, mas se tentarmos imaginar a pressão e horror que todas as vitimas judaicas do Holocausto sofreram, talvez nem esteja muito fora de contexto.

 

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INFORMAÇÕES ÚTEIS:

 

Horário: Aberto de Terça a Domingo.

No meses de Outubro a Março entre as 10h e as 19h (última entrada às 18h15m)

e nos meses de Abril a Setembro entre as 10h e as 20h ( ultima entrada às 19h15m).

Horário da zona exterior: aberto 24h.

Dias especiais: 24, 25, 26 e 31 de Dezembro fechado apartir das 16h.

Preço: gratuito

Estações de metro próximas: Potsdamer Platz, Mohrenstraße;

Site: https://www.stiftung-denkmal.de/en/home.html 

 

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Após passar a segurança apesar de ser um memorial gratuito, a exposição começa com uma zona de imagens e textos sobre o terror que se viveu durante 1933 e 1945. No final daquela zona é possível encontrar seis grandes retratos representando os seis milhões de vitimas, cada imagem representa diferentes idades e géneros, homens e mulher, crianças, adultos e idosos.

 

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Todo o memorial foi pensando ao pormenor e as diferentes salas estão organizadas por temas, a primeira pretende contextualizar a dimensão do Holocausto em números, o ambiente é taciturno e com fraca iluminação para dar destaque a todas as notas informativas e informações da sala. A segunda sala apresentada retrata as famílias, exemplificando com quinze famílias de diferentes classes sociais, nacionalidade, cultura e vida religiosa. Ajudou-me a ilustrar o contraste vivido durante o Holocausto, a destruição da comunidade judaica atingiu tudo e todos.

 

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A sala que mais me impressionou foi a sala dos nomes, onde são apresentadas pequenas biografias de vários judeus mortos ou desaparecidos. Seria impossível retratar seis milhões de judeus mas cada nome escrito na parede com o ano de nascimento e de morte tenta ao máximo honrar e respeitar todas as vítimas. E já quase no final do memorial há uma zona interativa chamada de zona dos sites onde se pode nos computadores encontrar muita informação sobre toda a dominação Nazi e as consequências desse massacre. Também na memoria me fica uma sala na qual as pessoas se podem sentar um pouco e ver projetado na parede vídeos com testemunhos reais de sobreviventes e de outras pessoas, é avassalador de tão cruel.

 

Voltando à zona exterior, onde estão colocados 2711 blocos de cimento, com diferentes tamanhos mas geometricamente alinhados e com alturas diferentes criando um efeito de ondulação é possível caminhar e andar na zona exterior livremente. Segundo consta o arquiteto criou os blocos num formato e posição específicos para criar intranquilidade, um clima de confusão e representar um sistema supostamente ordenado que é a nossa sociedade e a perda de equilíbrio que podemos sofrer nos tempos mais difíceis. 

 

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A mim cativou-me, confesso que num dos dias por Berlim até almoçamos junto ao Memorial do Holocausto para com tranquilidade poder absorver a ideia do memorial. E depois algo que recomendo muito ser feito é entrar pelos blocos, que acaba por ser quase um labirinto e perceber que realmente a sensação daquele local é estranha, a energia não é das melhores e continuo a afirmar que o Memorial em si é feio e grotesco mas que cumpre a sua missão e passa a sua mensagem, lá isso passa.

 

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A MINHA OPINIÃO

 

Não vou mentir, se ler o post vai encontrar duas ou três vezes a minha opinião sobre este memorial, é de facto sombrio e até creio que deve ter sido construído com esse intuito - chocar. Não é por acaso que quando foi inaugurado causou bastante polémica junto da população alemã, mas também sabemos que o ser humano por vezes só consegue discernir a realidade quando é confrontado com factos e um simples museu encaixado num comum espaço museológico não teria o mesmo impacto. É por este e por outros motivos que quer se queira ou não saber um pouco mais sobre o Holocausto acho imperativo uma passagem pelo memorial.

 

Boa visita !

 

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Entre na Rubrica: Museus e outros... e continue a sua viagem :) 

 

Berlim - Dia 2, being Berliner

No centro de Berlim, existe a Alexanderplatz que é uma da mais conhecidas e provavelmente maior praça de Berlim, muito movimentada por turistas e locais porque é o principal terminal de transportes públicos, perto do rio spree, da catedral e muitas outras atrações turísticas. Desde o inicio do século XX que a praça é famosa na cidade por ser o coração da vida noturna, inspirando livros e filmes em todo o mundo. Como seria de esperar passámos por lá muitas vezes e achei espetacular, muitos artistas de rua, muita agitação e muito que fazer e ver. Se for a Berlim não se esqueça de passar pela Alex, apelido que carinhosamente lhe chamam.

 

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Ainda na praça Alexanderplatz está o relógio Weltzeituhr, que acaba por ser um monumento tal é a procura turística e a fama que tem. É um relógio que marca a hora em todos os fusos horários do mundo ao mesmo tempo, graças à rotação permanente dos discos circulares que tem. No fuso horário português é possível ler "Londres, Lisboa e Madeira" e iluminação que tem à noite é muito bonita. Vale a pena passar por lá.

 

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( Weltzeituhr )

 

Um museu que foge à normalidade dos museus e que eu gostei muito de visitar foi o Magicum, Berlin Magic Museum, localizado perto da praça Hackescher e da ilha dos museus. Todo o museu está feito e iluminado com toda a mística apropriada para o tema. As exibições em forma de labirinto levaram-me ao inicio da origem da magia e através de diferentes secções é possível ver de forma lúdica diferentes temáticas. A atmosfera é fantástica, é possível saber um pouco mais sobre tarot, praticar alguns truques de magia, observar milhares de ilusões óticas e descobrir novos livros sobre magia. No entanto achei o preço um bocadinho exagerado para a composição do museu, portanto só o aconselho a alguém que goste mesmo da temática e queira passar um bom bocado, para experts não vão encontrar lá nada de novo. Qualquer das formas, para variar um bocadinho no "normal" museu, este é espetacular.

 

Informações úteis sobre o Magicum:

Preço: 9,50€ para adulto, 7,50€ preço reduzido e gratuito para crianças até 6 anos.

Horário: todos os dias das 10h às 20h

Estações de metro próximas: Hackescher markt

Site: http://www.magicum-berlin.de/?lang=en 

 

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( Magicum - Berlin Magic Museum )

 

Em frente da TV Tower na direção da Catedral de Berlim existem vários parques e jardins que são muito usados para passear e receber atividades da cidade. Por ser março e estar muito frio na altura que visitei via pouca gente por lá, mas acredito que seja um local muito agradável de verão e no natal que é onde se instala o Mercado de Natal. Mais perto da TV tower está o parque Wasserkaskaden, depois existe a fonte Neptunbrunnen dedicada ao deus Neptuno e na zona seguinte está o parque Lustwiese.

 

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Após o jardim avistámos a Catedral de Berlim, a imponente Berliner Dom, a maior igreja na cidade e base da Igreja Protestante na cidade de Berlim. Foi construída entre 1894 e 1905 num estilo barroco e está localizada entre o Palácio Imperial e a Ilha dos Museus. Por falta de tempo não entrámos para visitar, mas segundo informação oficial é possível subir e ter uma visão panorâmica da cidade, mas para isso tínhamos planeado subir à TV Tower. De qualquer forma, a catedral é deslumbrante vista de fora, com a sua cúpula gigante verde e toda a sua arquitetura que não passa despercebida.

 

Informações úteis sobre a Catedral de Berlim:

Preço: 7€ para adultos, 5€ para estudantes

Horário: segunda a sábado (9h – 19h), domingo (12h – 19h) no inverno. No verão fecha às 20h.

Estações de metro próximas: Klosterstraße

Site: http://www.berlinerdom.de/index.php?lang=en 

 

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( Berliner Dom )

 

Como já falei anteriormente na Ilha dos Museus é possível visitar a Galeria Nacional Antiga ( Alte Nationalgalerie ) que está repleta de pinturas e esculturas, compondo uma das mais importantes coleções de arte do século XIX, incluindo obras de Monet, Renoir e Rodin.

 

Para ler mais sobre este museu clique aqui.

 

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( Alte Nationalgalerie )

 

Na continuação do nosso passeio e seguindo a estrada após a Catedral de Berlim, está a Avenida Unter den Linden com uns espaçosos sessenta metros de largura e quase 1,5 quilómetros de comprimento, uma vez que dada a sua origem ter séculos, esta avenida sempre foi uma passagem movimentada da cidade mesmo nos seus primórdios. Atualmente é muito utilizada para passear, porque nela existem muitas atrações, restaurantes, cafés e lojas. E também monumentos claro, o prédio Alte Kommandantur, o Kronprinzenpalais, o Prinzessinnenpalais, o Zeughaus, o Neue Wache (Nova Casa da Guarda), a Universidade Humboldt e a Ópera Staatsoper Unter den Linden.

 

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( Avenida Unter den Linden )

 

Entre a Catedral de Berlim e a Avenida Unter den Linden encontrámos do lado direito a Nova Casa da Guarda ( Neue Wache ) que foi construída  entre 1816 e 1818 por Karl Friedrich Schinkel e serviu como palácio da guarda real. Em 1931 o governo transformou esta casa num monumento em honra de todos os que perderam a vida na primeira guerra mundial, durante a segunda guerra mundial este memorial foi severamente atingido por bombas tendo sido mais tarde reconstruido e atualmente continua a servir de memorial a todas as vítimas. É um memorial com um ambiente um bocadinho sinistro e tem no meio uma estátua de uma mãe a segurar o seu filho morto.

 

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( Neue Wache )

 

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Boa viagem !

 

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