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Travel is always a good idea

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O que visitar em Genebra - Parte 2

A ideia de poder viajar até Genebra veio acompanhada de muitas ideias predefinidas sobre a Suíça, país de grande dimensão financeira e multi cultural e o que vi não me surpreendeu, diversos hotéis de luxo junto ao lago Léman e muitos, muitos carros topo de gama. Como principal centro de localização de grandes bancos mundiais era de esperar ver muita riqueza, via-se constantemente junto aos hall de entrada dos hotéis, árabes a passear com as suas vestes típicas a exibir a sua extravagância. E como turistas e jovens que éramos por diversas vezes nos vimos barrados de entrar em certos locais que não seriam acessíveis aos nossos bolsos, ficou nos apenas a hipótese de ver de fora quer lojas de luxo, quer hotéis por todos os lugares.
 

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Foram muitos os passeios e caminhadas que fizemos por Genebra, apesar de ser uma cidade bastante industrializada e com o seu movimento normal, foi nos jardins que conseguimos descansar e aproveitar bons momentos. É possível passear pelo parque de la Grange, parque Alfred Bertrand, o parque La Perle du Lac junto ao lago Léman, o parque L'Ariana que envolve a zona de todas as instituições internacionais e para finalizar o Jardim Botânico, com uma vista espetacular sobre Genebra e com um ambiente muito calmo.

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As férias por Genebra seriam longas e com demasiado tempo livre para aproveitar a cidade, se fosse hoje uns anos mais tarde talvez tivesse ido a mais museus e entrado noutras atrações mas naquele ano ainda era muito novo para saber o que gostava de ver ou fazer em viagens. Mas uma coisa é certa são nos dias menos planeados que as melhores aventuras acontecem.

A mãe do meu colega trabalhava numa mansão de suíços, nas redondezas de Genebra, numa terra chamada Mies e certo dia decidimos ir até lá, apanhámos vários meios de transporte até essa zona e caminhamos alguns metros a pé até uma entrada de uma propriedade inicialmente ampla, que depois atravessava uma floresta e terminava numa zona final ampla com largas centenas de metros quadrados na qual uma casa se encontrava e várias cavalariças a rodeavam. Após falarmos um pouco com a mãe do Patrick percebemos que iriam haver uns treinos de pólo e fomos convidados para assistir.

O pólo é uma modalidade muita antiga, elegante e claramente para pessoas com algumas posses financeiras, considerado por alguns como o desporto dos réis e dos príncipes. Com tanta logística de espaço, manutenção dos cavalos e tudo o que envolve os jogos não admira que seja considerado um dos desportos mais caros do mundo. E eu que vinha de Portugal sem nunca ter ouvido falar em tal desporto estava fascinado, a aventura inesquecível começou no momento em que o patrão da mãe do meu colega nos convidou a voltar no dia seguinte em que haveria um jogo e que caso aceitássemos nos pagaria sessenta francos para dar-mos assistência durante o jogo. E assim foi, no dia seguinte voltámos e qual seria o nosso trabalho, nem mais nem menos que aproveitar os momentos de pausa do jogo, correr para dentro do campo de jogo e com as mãos apanhar os pedaços de relva soltos que os cavalos e as suas patas tinham arrancado com mais força e com os nossos pés voltar a colocar nos buracos e calçar com os pés. Isto e a excelente oportunidade para assistir a algo novo, junto de uma dezena de ferraris e outros carros topo de gama.
 

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Foi em Genebra que fui encontrar uma colega de universidade, uma coincidência daquelas que nos fazem pensar que o mundo é mesmo pequeno. Então descobri que o meu colega Patrick conhecia alguns familiares da minha colega Susana e que por acaso ela estava na cidade a trabalhar durante as férias de universidade. Marcámos um encontro na casa dos tios da Susana e foi comer até não aguentarmos, foi até bastante divertido porque mesmo que quiséssemos recusar, enquanto estávamos a dizer que não conseguíamos comer mais já tínhamos no prato mais uma colherada de uma qualquer comida. A seguir ao almoço andámos nos carrinhos de choque que haviam para as festas de Genebra e assim se passou um bom dia de passeio.

Outro momento muito engraçado foi quando numa ida a um shopping íamos a passar junto a um senhor com uma banquinha de loterias e raspadinhas, como o senhor estava vestido com as tradicionais vestes suíças, camisa branca e bordados verdes chamou-nos a atenção e decidimos comprar algumas raspadinhas. E não é que para nosso espanto com dois francos o senhor pega num sino de latão e começa a abanar com bastante força, tínhamos acabado de ganhar cem francos, que dividimos entre os dois.
 

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Num dos nossos dias de férias decidimos ir até a uma zona bem distante de Genebra e subir no teleférico de Mont-Salève para aproveitar a maravilhosa vista sobre toda a cidade de Genebra, do lado sudoeste via-se os Alpes e o Mont-Blanc. Tudo isto é possível numa subida de cinco minutos que nos leva a quase mil e cem metros de altitude. A melhor parte foi quando me baralhei e inocentemente disse que estava a gostar muito do Mont "Salope" o que e após perceber a asneira que tinha dito nos garantiu muitas gargalhadas e um motivo para rir durante o resto das férias.
 

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Algo que faço sempre que viajo e já o faço inconscientemente é associar as viagens a músicas ou que ouvi durante a viagem ou que tinha na cabeça durante a viagem. E de Genebra ficou até hoje o On se connaît - Youssoupha ft Anya que ouvimos nas rádios e na MTV com músicas naturalmente de lá, fica também na memória a Pop goes the world - Gossip e por fim a música que viralizou naquele ano e que me lembro de ouvir enquanto andávamos de metro e nos ria-mos de tão fartamos que estávamos dela, esse grande hit We no speak americano - Yolanda Be Cool.
 
É impossível terminar de escrever sobre a minha viagem à Suiça em 2010 sem escrever sobre os tão afamados chocolates, sim na Suiça não brincam, foram várias chocolateiras e secções de supermercados inteiramente cheias de milhares de tipos de formas de chocolate suíço à qual fomos. Inclusive lembro-me de ir várias vezes a um grupo de supermercados que tinha talvez o melhor bolo de chocolate que alguma vez comi na vida. E não só de chocolate se vive por lá, também os queijos eram uma perdição, fica na memória o almoço em Carouge que fizemos em que o prato principal foi raclette, que aconselho toda a gente a provar. 
 

 

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Não leste a parte 1 ? Clica aqui vá !

Até um dia, Suiça ! Au revoir Switzerland !

Sou o Ricardo Costa

28 anos

Optometrista em Full-time

Viajante em Part-time

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