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Travel is always a good idea

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Madeira - Passagem do Ano

Confesso que nunca tive grande interesse ou expectativa na passagem de ano, sempre achei que é só mais um fim e inicio de mês, uma noite diferente pela mudança na data mas nada que a faça realmente especial, no dia seguinte somos exatamente a mesma pessoa. No dia seguinte continuará tudo igual, à exceção de uma ressaca aqui e ali para aqueles que prometeram dar tudo de forma completamente louca confundindo um pouco a noite de fim de ano com o fim do mundo. Também haverá um pouco de deceção, daqueles que planearam intensamente a noite achando que seria a noite do ano e que quase sempre passa a correr, o ano muda e nada realmente interessante aconteceu. E por este motivo e outros tantos, fui perdendo a pouca expectativa que tinha nessa data e não foi por falta de tentativas, por ser natural do litoral oeste, já passei a passagem do ano em várias praias, desde o Baleal, passando pela Nazaré e até à Figueira da Foz, eu tentei. Quando cheguei à Madeira, muita gente me perguntava onde iria passar a passagem do ano, que na ilha é que valia a pena, ali é que era. Mas fui negando a ideia, preferindo regressar ao continente e passando junto de amigos e família, até ao ano passado. No final de 2016 para 2017 decidi-me. Era o tudo por tudo, já completamente adaptado à ilha e com amigos festeiros, seria aquela noite, "a" noite?

 

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Primeiro perceber que o madeirense gosta de festa, gosta de poncha, gosta de sair, gosta de conviver, gosta de espairecer, beber um copo, várias vezes e de preferência todas as semanas. Não é depreciativo, é um facto. Ninguém espera pelo fim de semana para beber "um café" e também digamos que o café quase sempre é passado à frente e vão diretamente à poncha. Segundo, o madeirense tem um orgulho desmedido na sua ilha nas suas tradições e na sua família. Salvo algumas exceções, todas as pessoas passam a passagem do ano em família, jantar é com a família, cada um com a sua, no conforto do lar ou em hotéis, aquele momento é deles. É no mínimo bonito.

 

O fim de ano na Madeira é famoso em todo o mundo, principalmente pelo espetáculo pirotécnico no centro da ilha, iluminando de forma maravilhosa toda a cidade do Funchal. Não, não há explicação. Nem adianta achar que na televisão a mesma coisa. Não é, nem se compara. O Funchal tem a particularidade de ter um formato em forma de anfiteatro que permite a milhares de madeirenses ver "o fogo" da zona que queiram, muitos das próprias casas, de miradouros, uns melhores que outros, ou no centro da cidade, observando de baixo todo o espetáculo em redor. À marina do Funchal chegam nos dias de véspera e no próprio dia várias cruzeiros e barcos de todas as dimensões para assistir ao fogo de artifício, até isso é bonito de ver. Não é habitual ver aquele movimento, e para um privilegiado como eu que todos os dias têm a sorte de ver a baía do Funchal duma zona alta, no último dia do ano essa paisagem torna se ainda mais especial.

 

Tive a sorte de passar a minha primeira passagem de ano em casa da família de uma amiga que me acolheu como se fosse da família e não há explicação, há sim muito álcool, muita farra e muita preparação até ao momento do fogo de artifício. A chegada do ano novo é como já disse o menos importante, mas há qualquer coisa de especial no fogo de artifício que de forma circular envolve a cidade, em vários tons e sincronias, desde os topos das várias zonas do Funchal até aos barcos no mar. São dez minutos de espetáculo, intensos e inesquecíveis. É preciso reforçar que recomendo ?

 

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E a noite terminou? Não. Longe disso. Havia uma explicação para todos os madeirenses passarem o jantar e ver o fogo com as famílias. No final da noite o ponto de encontro é o mesmo para todos. Todos os caminhos vão dar à zona central do Funchal. A loucura que se sente para descer de carro no início da noite é a que se sente após a meia noite e continua durante horas, agora com outras centenas a querer descer novamente. Com vários locais para continuar os festejos, há escolhas para todos os gostos, simplesmente ao ar livre a beber com os amigos ou então em discotecas  e de preferência várias discotecas, fecha uma segue-se para outra. E foi assim que ao longo da noite e sem qualquer sinal de tédio passei uma das melhores noites na minha estadia pela Madeira. Com um cansaço enorme e já a rondar as dez horas da manhã saí eu das Vespas, discoteca em frente ao hotel CR7 na Marina do Funchal, num walk of shame um bocadinho desequilibrado e já com dezenas de turistas e locais a passar na zona. Estava dado o mote para um grande ano, só podia e foi. 

 

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Até 2018 !

 

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