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Travel is always a good idea

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Oranienburg - Visita ao Sachsenhausen Concentration Camp Memorial - Parte 3

Sobre a alimentação dada aos prisioneiros retenho na memória uma história que o nosso guia nos contou. Durante o período na qual o estado nazi usava todos os prisioneiros no campo de concentração para trabalhar e serem explorados, as próprias policias gozavam e humilhavam com todos os que por ali estavam. Com a escassez de alimento as mortes começaram a aumentar e rápido se aperceberam de que sem alimento, perdiam os seus prisioneiros e assim não poderiam continuar aquele jogo maquiavélico. Então começaram a trazer mais cenouras e outros vegetais para alimentar os prisioneiros. Deixá-los comer significava poderem continuar aquele jogo. Este simples exemplo revela o quão negra era a mentalidade nazi.

 

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( Memorial junto à Estação Z )

 

terror vivido no campo de concentração de Sachsenhausen resultou em milhares de mortes, fome, exaustão, doenças, frio, abusos, experimentos médicos ou execuções eram entre muitas outras as piores mortes que os prisioneiros temiam. Apesar de ser um campo de concentração e não de extermínio ainda é possível visitar um crematório, na qual milhares de judeus foram cremados durante as instalações e testes das câmaras de gás.

 

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( Desenhos na zona de refeições )

 

Numa zona afastada da entrada no campo de concentração encontrámos a "Estação Z", apelido dado pelos Serviços Secretos, sendo que a letra Z é a ultima letra do alfabeto, criando uma alusão à última estação da vida, estávamos perante o crematório. Construído durante o ano de 1943 dada a necessidade de alargar os crematórios na zona, este continha quatro zonas de cremação e uma câmara de gás. Contudo nunca fez parte da ideia original ter naquele campo de concentração um crematório, para isso serviam os campos de extermínio. No presente só é possível ver alguns vestígios porque em 2004 foi quase tudo demolido dada a fragilidade das estruturas. 

 

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( Resquícios do crematório na Estação Z )

 

No inicio de 1945 aproximadamente oitenta mil homens, mulheres e crianças estavam prisioneiros no campo de concentração de Sachsenhausen e em cerca de cem sub-campos. A partir daquela altura começaram a ser evacuados, muitos não aguentavam as marchas que foram organizadas dada a extrema magreza e estado de saúde. Além dos judeus deportados para Auschwitz, todos os prisioneiros saiam nas marchas que ainda hoje são conhecidas como "marchas da morte" e dada a exaustão, doenças e fome a maioria não aguentou esta brutalidade e acabou por morrer, tendo sido utilizadas valas comuns para enterrar os corpos, descobertas em 1995. Durante décadas após 1945 o campo de concentração nazi quase que foi esquecido como sendo um local onde o estado nazi espalhou o terror. Em 2001 uma exposição permanente foi incluída no Neues Museum ( Museu Novo em Berlim) sobre o campo de concentração de Oranienburg. 

 

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memorial nacional de Sachsenhausen ( Sachsenhausen Concentration Camp Memorial ) abriu em 1961 após uso militar e anos de tentativa de esquecimento. Foi um dos terceiros memoriais a abrir e a revelar o antigo campo de concentração na qual foi incluído um memorial para alterar a identidade do que ali se passou. Com a caída do muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, o Sachsenhausen Memorial e Museum foi desde 1993 integrado na Fundação de Memoriais de Brandemburgo. Todos os edifícios e estruturas que restaram foram preservadas e reabilitadas para que pudesse ser feita uma topografia histórica do local e muitos objetos encontrados foram expostos no museu e um pouco por todo o memorial.

 

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conceito do memorial do campo de concentração de Sachsenhausen tem como objetivo comunicar a história dos vários locais do campo de concentração. Cerca de treze diferentes exposições pretendem analisar e relatar factos históricos relativamente ao local e o seu contexto. Por exemplo, é possível visitar algumas barracas, a morgue, o crematório, a cozinha e as celas de prisioneiros entre outros locais, sendo que em todos esses locais há informação em alemão e inglês, ou possível recurso ao áudio-guia. 

 

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Visitar um campo de concentração não é uma visita agradável mas na minha opinião necessária a todo o ser humano. A consciencialização do ser humano do século XXI que este quadro preto e este terror foi real e aconteceu à menos de 100 anos é uma necessidade. É também uma visita psicologicamente arrepiante, deixou-me a pensar e na maior parte das vezes boquiaberto com o que ouvia ou lia sobre o assunto. Pensar que tudo aquilo aconteceu mesmo, revela que o ser humano pode ir muito baixo e muito além da aparente razão. Posto isto, tenho na minha bucket list visitar um campo de extermínio. Levo desta vez uma bagagem diferente.

 

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( Antigos objetos encontrados no Campo de Concentração )

 

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Boa viagem !

 

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