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Travel is always a good idea

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Nice - Dia 2 na Riviera Francesa

Continuando o nosso passeio por Nice, visitámos a Vieux Nice que é a zona velha e histórica da cidade e também onde mais turistas se vê a passear. Esta zona está repleta de edifícios pitorescos, com esculturas em vários locais, prédios antigos, muitas lojas artesanais e restaurantes. Há também muitas coisa para visitar desde edifícios religiosos, galerias, museus ou simplesmente fazer um passeio sem direção especifica, que foi o que nós fizemos. Para quem quer experimentar a gastronomia local este é melhor lugar da cidade e a vida noturna passa também por lá. Vieux Nice é o coração da cidade.

 

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Uma das zonas mais bonitas da cidade que vai encontrar dentro da Vieux Nice é a Cours Saleya e Les Ponchetter que é um mercado de flores e frutas muito tradicional que existe à muitos anos. Já tinha ficado com uma impressão muito boa da zona velha, especialmente pelos edifícios que são de facto muito bonitos e bem arranjados mas esta praça aumenta a sua beleza, pelas cores do mercado e da agitação de turistas à volta dele. Como fomos durante o verão, os mercados estão abertos até tarde, inclusive durante a noite e por esse motivo aconselho visitas a este local durante diferentes alturas do dia porque de facto é muito bonito. 

 

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A praça principal da cidade de Nice é a Place Massena, que é rodeada de prédios antigos com uma construção italiana muito bonita e também de alguns prédios modernos e uma fonte bastante central. Naquela zona é habitual haver os grandes eventos na cidade como festivais de verão, o corso de carnaval que é bastante famoso em Fevereiro e o Dia da Bastilha a 14 de Julho celebrando o dia nacional da França. Durante a nossa estadia, naquela zona havia uma fan zone para assistir aos jogos do EURO 2016 o que levava a muita gente passar por lá, durante o dia e mesmo à noite.

 

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Após passar a Place Massena, começa a Promenade du Paillon que tem no inicio o Miroir d'Eau composto por diversos jatos de água numa zona plana que reflete a água como um espelho. É habitual ver por ali muitas pessoas a passear e principalmente muitas crianças a brincar junto aos jatos de água que dada a sua imprevisibilidade do sincronismo volta e meia apanham as pessoas e crianças desprevenidas, muito divertido de ver. Passando este local há zonas especificas para crianças brincarem, relva e muito locais calmos para os locais e turistas aproveitarem um momento de descanso. 

 

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A nossa viagem a Nice coincidiu com o Campeonato Europeu de Futebol de 2016 na qual Portugal se sagrou campeão e teve como país anfitrião a França. Por este motivo encontrámos uma cidade cheia de turistas e também de muitos adeptos que vinham assistir aos jogos no Estádio de Nice. Nas principais praças da cidade foram construidas Fan Zones para que as pessoas pudessem assistir e tudo isto com um grande controlo de segurança. Durante a minha estadia pela França tivemos oportunidade de ver dois jogos de Portugal o que tornou a experiência bastante engraçada, um dos jogos vimos com alguns portugueses num café de Nice e o outro jogo assistimos numa esplanada em Cannes, desta vez sozinhos e ainda por cima com adeptos Húngaros à nossa volta que quase nos comiam, mas empatámos esse jogo. Outro facto engraçado foi que saímos de Cannes até Nice muito tristes porque achávamos que só passavam dois de cada grupo aos oitavos de final e só quando chegámos a Nice nos apercebemos que afinal tínhamos passado !

 

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Um facto interessante sobre a Côte d'Azur é que na região de Provence, perto de Nice, existem plantações de lavanda. De facto não fazia a mínima ideia até estar em Nice e sempre que passeávamos pela Vieux Nice havia muitos produtos tradicionais como sabonetes e cremes de lavanda, mas numa quantidade muito grande, várias indicações a lavanda e a Provence, até que realmente percebi que naquela zona existem uma cultivações de lavanda e para os turistas há até rotas e percursos para visitar os campos de lavanda. Infelizmente não tivemos oportunidade de visitar mas se estiver na cidade e com tempo, pegue no carro e vá, pelo que me disseram é um passeio que vale a pena fazer.

 

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Fazer praia em Nice é uma aventura para todos aqueles nunca fizeram praia onde areia não existe e toda a zona está coberta de pequenas pedras. Se já tiver feito praia na Madeira talvez não lhe faça confusão, mas idealizar as praias paradisíacas da Riviera Francesa e chegar a Nice e só ver calhaus pode ser uma experiência traumatizante. Não é cómodo colocar a toalha num amontoado de pedras mas de certeza que nunca se esquecerá da experiência. De qualquer forma há muitas hipóteses para alugar espreguiçadeiras ou outros spots para fazer praia e quando entrar nas águas azuis daquela praia esquecerá tudo. Aproveite também para ver os aviões partir e chegar ao aeroporto  uma vez que dada a proximidade é habitual se verem muitos aviões por ali. 

 

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Boa viagem! 

 

ROTEIRO DIA 2: Vieux Nice - Cours Saleya e Les Ponchetter - Place Massena - Promenade du Paillon - Promenade des Anglais

 

 

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LINK: PARTE 1

 

Nice - Dia 1, passeando pela Côte d'Azur

Se falarmos em Nice, cidade no sul de França, na famosa Côte d'Azur em francês ou também conhecida como French Riviera em inglês ou então a simples Riviera Francesa, remete-nos à ideia praias paradisíacas de azul cristalino intocável, que embora apetecível parece ser um destino turístico caro. E é de facto um destino turístico na qual os alojamentos são caros, a maioria excessivamente caros e por isso inatingível para muitos. Acontece que em Junho de 2016 tinha uma prima a trabalhar na cidade e portanto o alojamento não seria problema. Os bilhetes de avião na altura, através da easyjet foram só 80€ a partir de Lisboa para o aeroporto de Nice e assim continuam desde que com antecedência. Estava programado o que seria uma belíssima viagem ao sul de França.

 

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A cidade de Nice é a quinta cidade mais populosa de França com cerca de um milhão de habitantes, está localizada no sul de França à margem do mar mediterrâneo e a apenas treze quilómetros do Principado do Mónaco. A maior cidade da Riviera Francesa é desde os primórdios Marselha e foi essa mesma cidade que há muitos séculos atrás nomeou Nice, em homenagem à deusa da Vitória. O azul cristalino das praias e o clima foram ao longos dos últimos anos cativando os turistas e é a assim que a cidade se tornou numa das mais visitadas da Europa, recebendo acima de quatro milhões de turistas todos os anos.

 

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O local mais famoso de Nice deve ser com certeza a Promenade des Anglais ( Passeio dos Ingleses ) e não é por acaso, ao longo de toda a zona balnear uma longa avenida com espaço para bicicletas e peões começa na zona do castelo e vai até ao aeroporto de Nice. Desde o século XVIII que Nice começou a ser frequentada por famílias britânicas que procuravam ali no Inverno um pouco de sol e umas férias tranquilas e é por esse motivo que hoje se chama o Passeio dos Ingleses. Ali foi o nosso ponto de partida para os diferentes passeios que fizemos, quer de dia ou noite. Se for ou já foi a Nice vai entender o que digo, é imperdível ir a Nice e fazer um passeio ao lado do mar. 

 

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No prolongamento da promenade des anglais quase a chegar ao fim, há uma zona que se chama Quai des Etats Unis, em honra dos EUA após a primeira guerra mundial. Assim como na restante marginal aquela zona oferece muitas zonas de descanso com cadeiras e bancos para estar junto ao mar. Naquela zona há passagens diretas para o Vieux Nice e outras atrações de Nice mas decidimos continuar o nosso passeio junto à marginal, subindo ao miradouro que tem no centro um relógio solar. Naquela zona aproveitámos para descansar e deslumbrar da nossa primeira vista panorâmica sobre a cidade. O que na realidade fizemos foi percorrer metade do percurso nas bicicletas e deixámo-las na última zona da promenade possível. No miradouro há duas opções: seguir na mesma direção até ao Porto de Nice ou subir ao Castelo que foi o que nós fizemos.

 

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Subir à Colline du Château não é uma tarefa fácil e pior se for verão e a temperatura ser convidativa para estar na praia e não a caminhar. Mas de qualquer forma lá fomos nós subindo a escadaria junto à promenade des anglais ignorando o tentador elevador. Ao subir cada vez mais percebe-se o motivo de beleza. É o ponto mais bonito da cidade e de lá se tiram as mais bonitas fotografias, dignas de postais. A Colina ainda contém vestígios embora poucos do antigo Castelo de Nice, mas por todo o lado e principalmente no chão há vestígios históricos. Chegando lá acima aproveite o ambiente calmo e pacífico e relaxe, embora seja difícil eu sei, não se esqueça, está de férias!

 

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Uma vez lá em cima percorra todos os caminhos que quiser, a zona do castelo tem a particularidade de oferecer aos visitantes de forma gratuita vistas sobre o Porto de Nice, as montanhas ao fundo, vista sobre toda a Vieux Nice e claro para o mar. Ainda fizemos uma pausa nos cafés que por lá há, comprámos recuerdos e começámos a descer passando numa cascata de água que para nossa tristeza estava fechada e que está situada nas antigas masmorras do castelo. A descida é de facto espetacular, a cada momento encontramos mais uma vista magnífica sobre a baía e mais oportunidades de captar fotografias lindíssimas de Nice. A descida termina connosco no coração de Nice, o Vieux Nice. 

 

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A Côte d'Azur é uma viagem para amantes de praia e natureza, e essa foi uma vontade constante. A melhor forma que encontrámos para balancear foi visitar e fazer um roteiro todas as manhãs e as tardes seriam de praia, aproveitando o bom tempo que se fazia sentir. Se estiver com carro aproveite para sair para zonas fora de Nice e visite várias praias, todas elas são deslumbrantes. Se não tiver carro consigo, procure informações dos autocarros ou comboios, embora mais demoroso vai encontrar opções para visitar outros locais na zona. 

 

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Boa viagem! 

 

ROTEIRO DIA 1: Promenade des Anglais - Quai des Etats Unis - Miradouro e Relógio Solar - Colline du Château 

 

 

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LINK: PARTE 2

 

Oranienburg - Visita ao Sachsenhausen Concentration Camp Memorial - Parte 3

Sobre a alimentação dada aos prisioneiros retenho na memória uma história que o nosso guia nos contou. Durante o período na qual o estado nazi usava todos os prisioneiros no campo de concentração para trabalhar e serem explorados, as próprias policias gozavam e humilhavam com todos os que por ali estavam. Com a escassez de alimento as mortes começaram a aumentar e rápido se aperceberam de que sem alimento, perdiam os seus prisioneiros e assim não poderiam continuar aquele jogo maquiavélico. Então começaram a trazer mais cenouras e outros vegetais para alimentar os prisioneiros. Deixá-los comer significava poderem continuar aquele jogo. Este simples exemplo revela o quão negra era a mentalidade nazi.

 

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( Memorial junto à Estação Z )

 

terror vivido no campo de concentração de Sachsenhausen resultou em milhares de mortes, fome, exaustão, doenças, frio, abusos, experimentos médicos ou execuções eram entre muitas outras as piores mortes que os prisioneiros temiam. Apesar de ser um campo de concentração e não de extermínio ainda é possível visitar um crematório, na qual milhares de judeus foram cremados durante as instalações e testes das câmaras de gás.

 

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( Desenhos na zona de refeições )

 

Numa zona afastada da entrada no campo de concentração encontrámos a "Estação Z", apelido dado pelos Serviços Secretos, sendo que a letra Z é a ultima letra do alfabeto, criando uma alusão à última estação da vida, estávamos perante o crematório. Construído durante o ano de 1943 dada a necessidade de alargar os crematórios na zona, este continha quatro zonas de cremação e uma câmara de gás. Contudo nunca fez parte da ideia original ter naquele campo de concentração um crematório, para isso serviam os campos de extermínio. No presente só é possível ver alguns vestígios porque em 2004 foi quase tudo demolido dada a fragilidade das estruturas. 

 

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( Resquícios do crematório na Estação Z )

 

No inicio de 1945 aproximadamente oitenta mil homens, mulheres e crianças estavam prisioneiros no campo de concentração de Sachsenhausen e em cerca de cem sub-campos. A partir daquela altura começaram a ser evacuados, muitos não aguentavam as marchas que foram organizadas dada a extrema magreza e estado de saúde. Além dos judeus deportados para Auschwitz, todos os prisioneiros saiam nas marchas que ainda hoje são conhecidas como "marchas da morte" e dada a exaustão, doenças e fome a maioria não aguentou esta brutalidade e acabou por morrer, tendo sido utilizadas valas comuns para enterrar os corpos, descobertas em 1995. Durante décadas após 1945 o campo de concentração nazi quase que foi esquecido como sendo um local onde o estado nazi espalhou o terror. Em 2001 uma exposição permanente foi incluída no Neues Museum ( Museu Novo em Berlim) sobre o campo de concentração de Oranienburg. 

 

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memorial nacional de Sachsenhausen ( Sachsenhausen Concentration Camp Memorial ) abriu em 1961 após uso militar e anos de tentativa de esquecimento. Foi um dos terceiros memoriais a abrir e a revelar o antigo campo de concentração na qual foi incluído um memorial para alterar a identidade do que ali se passou. Com a caída do muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, o Sachsenhausen Memorial e Museum foi desde 1993 integrado na Fundação de Memoriais de Brandemburgo. Todos os edifícios e estruturas que restaram foram preservadas e reabilitadas para que pudesse ser feita uma topografia histórica do local e muitos objetos encontrados foram expostos no museu e um pouco por todo o memorial.

 

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conceito do memorial do campo de concentração de Sachsenhausen tem como objetivo comunicar a história dos vários locais do campo de concentração. Cerca de treze diferentes exposições pretendem analisar e relatar factos históricos relativamente ao local e o seu contexto. Por exemplo, é possível visitar algumas barracas, a morgue, o crematório, a cozinha e as celas de prisioneiros entre outros locais, sendo que em todos esses locais há informação em alemão e inglês, ou possível recurso ao áudio-guia. 

 

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Visitar um campo de concentração não é uma visita agradável mas na minha opinião necessária a todo o ser humano. A consciencialização do ser humano do século XXI que este quadro preto e este terror foi real e aconteceu à menos de 100 anos é uma necessidade. É também uma visita psicologicamente arrepiante, deixou-me a pensar e na maior parte das vezes boquiaberto com o que ouvia ou lia sobre o assunto. Pensar que tudo aquilo aconteceu mesmo, revela que o ser humano pode ir muito baixo e muito além da aparente razão. Posto isto, tenho na minha bucket list visitar um campo de extermínio. Levo desta vez uma bagagem diferente.

 

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( Antigos objetos encontrados no Campo de Concentração )

 

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Boa viagem !

 

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LINKS: PARTE 1PARTE 2

 

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