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Travel is always a good idea

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Roma - Dia 3 em volta das Piazzas

A cidade de Roma é inesquecível para quem a visita e pelo menos para mim foi. As ruelas, o movimento próprio da cidade, a simpatia das pessoas, o movimento turístico envolvido nos diversos ambientes e a arte que se impõe durante os últimos séculos não deixam indiferente ninguém. O metro de Roma é um modo fácil de locomoção mas que raramente usei primeiro porque achei a cidade acessível de caminhar e depois porque a beleza está ao de cima. Mas e porque o tempo sempre escasseia, caímos na tentação e comprámos uns bilhetes para os autocarros hop-on hop-off que acabaram por ser muito úteis, tem uma rotação com bastante frequência, passam pelas principais atrações e o áudio guia transmitiu-nos informações que jamais iríamos conseguir encontrar se andássemos a pé. Mas andámos na mesma muito a pé, até porque havia que queimar tanta pizza e massa italiana, divinais por sinal.

 

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É imperativo para quem visita Roma fazer um pequeno roteiro pelas piazzas, todas elas diferentes e cheias de História. A primeira que visitámos foi a Piazza de Spagna famosa pela sua escadaria com 135 degraus que sobe até à Igreja Trinità dei Monti, inaugurada em 1725 pelo Papa Bento XIII e construida com diversos terraços e floreiras ao longo da subida numa arquitetura barroca que não nos foi possível ver melhor porque estava cortada para obras, 2015 não foi de facto o melhor ano para visitar Roma, mais um fator para me fazer voltar. Ficámos pelo centro da praça a apreciar a Fontana della Barcaccia, também num estilo barroco, ideia do senhor Bernini, que estava lotada de turistas, mas que vale sempre a visita.

 

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( Fontana della Barcaccia, Piazza di Spagna )

 

Assim que saímos na estação Roma Termini, que é a maior estação ferroviária de Roma, fomos ao hotel e seguimos dar um passeio, já estava de noite mas encontrámos a Piazza della República, que é uma praça de formato redondo, com uma fonte com esculturas de ninfas aquáticas. Voltámos a passar lá durante o dia até porque o autocarro hop-on hop-off que tínhamos comprado tinha uma paragem lá e assim tornou-se fácil à noite regressar ao Hotel. Também nessa zona há muitos espaços para comer e comprar recordações, mas não aconselho estar muito tempo na zona da estação ferroviária porque a partir das 23h começa a ser mal frequentada. 

 

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 ( Piazza della Repubblica )

 

A cidade de Roma têm a capacidade de encantar em cada esquina ou quando menos se espera. Não estava nos nossos planos mas foi um feliz encontro com a Fontana del Tritone na Piazza Barberini, a fonte é sem dúvida umas das mais bonitas que vi em Roma, talvez porque tivesse sido restaurada à pouco tempo e estava com muito bem conservada. O principal elemento desta fonte é o tritão, característico da mitologia grega, que bebe água de uma concha, com uma silhueta definida também muito típico daquela altura, representar todas as esculturas com a maior exatidão possível. O sol já desaparecia por aquela altura e por esse motivo tivemos um entardecer muito bonito junto daquela fonte.

 

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( Fontana del Tritone, Piazza Barberini )

 

No seguimento do nosso roteiro pelas piazzas em Roma a última que visitámos foi a Piazza del Popolo que tem duas igrejas gémeas, a Santa Maria in Montesanto (1675) e a Santa Maria dos Milagres (1678), por serem simétricas. Também nesta praça existe a igreja de Santa Maria del Popolo no topo das escadarias e o obelisco Flaviano de 24 metros que está ao centro. É uma praça bastante ampla e diferente das que já tínhamos visto. O aspeto mais interessante na minha opinião é que se estivermos no centro das igrejas gémeas e imaginarmos uma estrada retilinea vemos ao fundo o monumento Vittoria Emanuele II, dá logo para perceber a grandiosidade e importância do primeiro Rei de Itália, nada feito ao acaso. Naquela praça a menos que tenha possibilidades para gastar, esqueça o cocktail ao final da tarde a ver o por do sol, a maioria das esplanadas, assim que se senta já está a pagar valores como 6€ por ter sentado o rabo... E ainda não bebeu nada! 

 

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( Piazza del Papolo )

 

Se tiver visitado o Panteão está muito perto da Piazza Navona, que é uma das mais célebres praças em Roma. Tem a particularidade de se parecer a um estádio e era mesmo um, durante muitos anos para desportos e outros eventos, o primeiro nome desta praça era Circo Agonístico (Agonia em grego que significa exercício, luta e combate) mas o nome foi evoluindo para Navone e depois Navona. Onde eram as bancas hoje em dia na verdade são as casas ao redor da praça e durante muitos anos no centro da praça realizava-se mercados. Nos tempos que correm além da visita ao espaço o mais bonito de se ver são as fontes, a Fontana dei Quattro Fiumi, a Fontana di Nettuno a norte e a Fontana del Moro a sul. A zona está sempre repleta de turistas a passear, mas vale a pena uma passagem por lá.

 

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( Piazza Navona )

 

Não podia terminar de escrever sobre Itália sem falar no meu roteiro gastronómico, sim gastronómico. A primeira dica é que poupe tudo o que conseguir para comer e beber bem, esqueça aquelas viagens em que poupa numas idas a restaurantes comendo em locais mais baratos para gastar noutro lado. Em Itália é quase um crime ir e não aproveitar tudo o que há para experimentar. A segunda dica é comer tudo o que conseguir, pense que vai andar muito e têm que alimentar o corpo com energia para conseguir caminhar, faz sentido não é ? Comece com a pizza de todos os tamanhos, feitios e sabores, mas a verdadeira, não caia na tentação de comer nos sítios mais baratos, vai perder a qualidade da típica e fina pizza italiana, depois siga para as massas deliciosamente preparadas com os melhores queijos, prove também os gnocchi, as bruchettas, as lasagnas feitas em forno a lenha, os tortellinis e tanta outra refeição deliciosa. Se ainda tiver fome termine com uma maravilhoso gelado artesanal ou um tiramisù.

 

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A última ceia em Itália será para mim inesquecível, por vários motivos, foi uma refeição que caprichámos um bocadinho, escolhemos um restaurante muito agradável para jantar e poder descansar da nossa viagem, viajar também cansa, e eu escolhi um maravilhoso risotto a la scampi para comer. Acontece que eu já estava a desenvolver há muitos anos uma alergia alimentar ao marisco, tinha comido uns tempos antes camarão e retirei da minha alimentação crustáceos que sabia não poder comer, mas de facto esta foi a última vez que comi camarão. Não vou mentir foi a minha última ceia de camarão e inesquecível, o prato, o gosto e a apresentação falam por si, mas semanas mais tarde já em casa voltei a repetir camarão e fiz reação alérgica e a partir daí sou intolerante a cem por cento. Nem quero pensar na confusão que seria se tivesse que ir para as urgências italianas, mas tudo acontece por um motivo, a última ceia foi perfeita.

 

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Quer ler a parte umdois da minha viagem por Roma ? Clique ali, vá. 

 

Prego !

Roma - Dia 2 na capital de Itália

Roma ultrapassou todas as minhas expectativas em relação a arte, desde a Roma Antiga com formas de arte romana muito importantes como arquitetura, pintura, escultura e mosaicos, mais tarde tornou-se o grande centro de arte do Renascimento com a construção de grandes Basílicas, palácios, praça e edifícios públicos. E depois também se tornou um grande centro de arte renascentista, embora continue a achar que Florença a consegue ultrapassar. Como se não fosse suficiente, ainda se vê o estilo barroco influencia de muitos artistas e pintores e o estilo neoclássico e rococó mais próximo do século XIX. Atualmente Roma é um importante centro artístico e até mesmo para mim que sou um rapaz da ciência fiquei absolutamente boquiaberto com muita coisa que vi, principalmente os frescos nas paredes e tetos. Geniais ! A minha dica para amantes de arte é irem, mas reservem uma semana ou duas porque vão precisar.

 

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O Castelo de Santo Ângelo é uma edificação circular que foi construida pelo Imperador Adriano e serviu durante muito tempo de fortaleza e proteção do Papa nos tempos de guerra. À sua frente está a Ponte de Santo Ângelo que atravessa o Rio Tibre. Embora não o tenhamos feito há muitos turistas a recomendar a subida ao terraço para contemplar a cidade de Roma numa visão panorâmica. Um facto curioso que é referido muita vez (até nos áudio guias dos autocarros hop-on hop-off) é que o Castelo de Santo Ângelo foi utilizado como cenário para o suicídio da protagonista no terceiro ato, caindo da varanda do Castelo,  na Ópera Tosca, este acontecimento perdurou no tempo e parece ter sido inesquecível. 

 

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( Castelo de Sant' Angelo )

 

Em frente ao Castelo de Santo Ângelo pode-se atravessar o rio Tibre passando a Ponte Santo Ângelo que deve ter sido a primeira ponte de Roma visto que é do ano de 134 e foi usada durante anos para se chegar à Basílica de São Pedro e até se chamava Ponte de São Pedro mas o Papa Gregório I alterou o nome da ponte para Santo Ângelo devido à lenda de um anjo ter aparecido no topo do Castelo de Santo Ângelo. Muito próximo desta ponte também se pode atravessar a Ponte Vittorio Emanuele II que embora tenha sido construída no século XIX é uma excelente homenagem a Vittorio Emanuele II porque está no percurso que existe entre o Monumento Vittorio Emanuele II e a Piazza del Popolo e até a ponte tem uma exuberância diferente de todas as outras pontes, com esculturas e decorações em bronze.

 

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O Panteão deriva de "pan" que significa todo e "théos" que significa deus, ou seja o conjunto de todos os deuses de determinada religião. Assim como já tinha visto o Panteão Nacional em Portugal que tem nele os restos mortais de várias pessoas célebres, também noutras cidades europeias isso acontece. O Panteão mais conhecido do mundo é o de Roma que diariamente é visitado por milhares de turistas e nós fomos também. A entrada é gratuita e o interior é amplo, dá para circular à vontade e caso seja como eu que adora cúpulas cuidado com os torcicolos, apesar dos altares que o Panteão tem, a cúpula é de uma beleza e simplicidade inigualável, circundado por quadrados geometricamente alinhados com algumas depressões e uma abertura redonda no centro que é a única entrada de luz. Crê-se que tenha um significado simbólico, seja numérico, geométrico ou lunar, mas que é uma construção espetacular é.

 

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( Panteão )

 

Do Panteão caminhámos até encontrar a Fontana di Trevi que é a maior fonte barroca da Itália e está localizada no rione Trevi. Como seria de esperar está sempre lotada de turistas e é quase impossível conseguir uma fotografia decente sem apanhar cabeças e pessoas. Infelizmente quando estive em Roma coincidiu com os últimos dias da reforma que a fonte sofreu durante dois anos, portanto o espaço à volta da fonte estava rodeado de uma cerca devido às obras. A fonte pede realmente um regresso que farei para a ver no seu pleno. E porque estávamos tristes com esta deceção entrámos na primeira gelataria (não é difícil encontrar) e comemos um delicioso gelado artesanal que nos fez esquecer a ideia que íamos à Fontana di Trevi pedir desejos e atirar moedas. Que cliché !

 

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( Fontana di Trevi )

 

Como já tínhamos comprado os bilhetes do autocarro turístico e eu queria visitar o Circo Máximo, foi só esperar na paragem e seguir caminho. O Circo Máximo foi uma arena para jogos romanos e local de entretenimento da Roma Antiga. Está localizada perto da Colina do Palatino e sofreu algumas alterações ao longo da sua existência com expansões para aumentar a capacidade de espetadores, na época de Júlio César. Mas foi uma desilusão, primeiro porque as ruínas são muito poucas, o que era o Circo Máximo parece agora um descampado sem razão de ser. As medidas que tomaram para revitalizar outras atrações deixaram para trás aquele espaço e por não ter gostado, não aconselho a visitar se tiverem o tempo apertado.

 

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( Circo Máximo )

 

Muito próximo da Piazza della Bocca della Verità que falei no post anterior, encontrámos o Tempio di Ercole Vincitore ( Templo de Hércules Victor em português ) que é um templo circular com formas gregas que se podem ver nas suas colunas que circundam o Templo. Não estava planeado e nem estava à espera de encontrar monumentos como estes, mas é algo que fizemos muito em Roma, nas minhas pesquisas para esta viagem tinha comigo a informação das maiores atrações, mas o bom de viajar sem roteiros é que sempre que nos apetecia entrávamos em igrejas menos conhecidas, parques verdejantes ou praças. 

 

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( Templo di Ercole Vincitore )

 

Se ainda tiver forças para mais uns passeios e se for amante da natureza aconselho um passeio pelos Jardins da Villa Borghese, considerado o segundo maior parque de Roma, é formado por várias passagens que cruzam o jardim, acessível de metro e um ponto de referência para todos os locais que querem passar umas horas mais relaxantes. No centro do jardim está a Villa Borghese aberta para visitas, mas uma vez que visitámos na manhã fresca de domingo antes de ir para o Vaticano ver o Angelus, ficamos só por uma bela caminhada junto ao jardim e lago.

 

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( Villa Borghese )

 

 

Não leu o meu primeiro post sobre Roma ? Shame on you, clique aqui :)

 

Para continuar a ler a miha viagem por Roma, Dia 3

Olá, Sou o Ricardo Costa,

tenho 30 anos, atualmente

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