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Travel is always a good idea

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Amesterdão - Dia 3, de Van Gogh à Red Light

No dia anterior a visitar o Museu de Van Gogh, já tinha estado por lá mas sem bilhetes e a fila era absurdamente longa, então a primeira coisa que fiz quando cheguei ao hotel foi comprar o bilhete para o dia seguinte e a entrada é praticamente sem filas. Para este museu comprei também o áudio-guia que aconselho muito ao contrário do Rijksmuseum ou a Casa de Anne Frank. O áudio guia está muito bem feito, com duas versões de visita, uma mais rápida e outra mais completa. O museu em si está muito bem organizado com uma sequência muito interessante da vida de Van Gogh com a distribuição das suas maiores obras de forma estratégica para não acumular visitantes numa só zona. É de longe um dos melhores museus da Europa !

 

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( Museu de Van Gogh )

 

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Depois de respirar tanta arte, estava a precisar de beber uma cerveja e porque não escolher um dos locais mais requisitados do momento (2016) - o Heineken Experience. Basicamente é uma atração turística por causa obviamente da cerveja em si, mas que conta a história da marca da Heineken através dos últimos anos e explica todo o processo de fabrico da cerveja desde os seus principais constituintes até chegar a todos os bares do mundo. O preço de entrada inclui duas bebidas no final do tour que podem ser aproveitadas junto de algumas brincadeiras para fazer recordações da visita ao museu da Heineken.

 

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A cidade de Amesterdão é rica em arquitetura, desde os seus primórdios da civilização na qual os edifícios eram em madeira e que hoje em dia só restam dois nesse estilo gótico, após o século dezasseis foram feitas reconstruções na maioria dos edifícios para tijolo adotando uma arquitetura renascentista, depois durante a construção de alguns Palácios foi usado um arquitetura mais clássica própria da Holanda e hoje em dia há muitas construções contemporâneas ao redor da cidade. Uma curiosidade sobre as construções é que devido ao pagamento de imposto municipal consoante os metros quadrados do edifício eram feitas construções muito finas, mas com muitos andares e isso é visível por exemplo num passeio de barco pelos canais, também fruto dessa realidade há grandes construções naquela altura habitadas por pessoas com mais posses financeiras.

 

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A minha viagem a Amesterdão durante o Outono de 2016 coincidiu com a noite de Halloween e que melhor maneira de "brincar" ao Halloween do que ir ao Amsterdam Dungeon. Eu já conhecia os Dungeons porque fui em Londres e Hamburgo, mas embora tenham todo o mesmo lado místico de terror e de teatros com um determinado grupo de visitantes, cada Dungeon adapta-se à história da cidade, o que torna a experiência muito atrativa também a nível cultural.

 

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E uma das minhas últimas visitas na cidade foi ao Museu da Prostituição / Red Light Secrets, com localização na Red Light District e que de forma espetacular explica a todos os leigos a história da legalização da prostituição em Amesterdão, retrata o local desde que entramos nas famosas janelas onde estão as mulheres de lingerie, são mostradas várias confissões e histórias de vida de mulheres que trabalharam durante anos como prostitutas. A parte mais interessante do museu para mim foi estar do outro lado das janelas, o próprio museu por estar na Red Light tem centenas de pessoas a passar à frente e é uma experiência diferente estar a ser observado, ali parado com todos os olhos em nós, mesmo que por breves instantes. 

 

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Ficou tanta coisa para ver em Amesterdão que estou mais do que convencido a voltar lá, principalmente porque fui no Outono e quero ver o lado florido e solarengo da cidade. A qualidade de vida, a simpatia dos locais e o ambiente geral de Amesterdão cativaram-me e é sem dúvida um local a voltar. Tenho saudades de andar na rua, ver a agitação das bicicletas de um lado para o outro, de ver o rosto prazeroso dos holandeses ao pensar "Sim moro aqui ! " e de sentir o movimento dos negócios embora muito em redor do turismo, mas também daquelas lojas que aparecem do nada, nas ruas menos atropeladas de gente. 

 

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Guardo também na memória uma gastronomia invejável, um bocadinho esquisita para nós portugueses que estamos habituados a uma boa mesa composta, mas de qualquer forma diferente. E saudades também dos queijos e das dezenas de lojas de queijos, cada um melhor que o outro, nem que seja para palitar as ofertas e babar de tão bom, fica a dica ! E para terminar fui à Holanda em Outubro e não visitei os famosos campos de tulipas, portanto o destino guardou para mim uma lista de excelentes motivos para voltar :)

 

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Boa viagem !

 

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Amesterdão - Dia 2, de barco e bicicleta

A cidade de Amesterdão é a capital da Holanda e é uma famosa atração turística europeia. Com uma população acima de oito milhões de pessoas, o rio de Amstel e todos os canais dão um aspeto único ao centro da cidade e por esse motivo seja tão especial aproveitar de vários passeios a pé ou nas famosas bicicletas que se vêm aos milhares por todo o lado. Amesterdão é uma grande mistura de arquitetura antiga e arte urbana contemporânea, com uma mentalidade muito voltada para a o futuro e que impressiona qualquer turista. 

 

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( The Concertgebouw / Sala de Concertos )

 

Após o pequeno almoço no hotel fui até à Casa de Anne Frank numa caminhada matinal que me deu a entender que Amesterdão é muito mais do que animação noturna e coffe shops. Comprei com antecedência e online os bilhetes para entrar porque achei ser mais rápido e é ! Quando cheguei perto da entrada para a Casa de Anne Frank havia uma fila enorme para comprar bilhetes que são distribuídos ao longo do dia, ou seja, mesmo que espere na fila e compre o bilhete pode só conseguir uma entrada duas ou três horas depois. Como tinha entrada as 9h30 só esperei um pouco e entrei. A Casa de Anne Frank é um local muito visitado devido ao diário escrito pela pequena Anne Frank durante a segunda guerra mundial, a visita à casa é uma viagem histórica que nos leva às divisões da casa, com bastante contextualização e retrato da época. Apesar do impacto na História, se não tiver lido o livro ou tiver interesse em aprender mais sobre o Holocausto a visita à Casa de Anne Frank é totalmente evitável, vai achar aborrecido e cansativo.

 

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( Entrada para a Casa de Anne Frank )

 

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( NEMO Science Museum )

 

Algo que não estava nos meus planos mas que foi uma experiência inesquecível foi um passeio de barco, com duração de uma hora, que comprei mesmo em frente da Casa de Anne Frank à saída. Os passeios de barco em Amesterdão são muito conhecidos e diferentes principalmente por causa dos canais, das dezenas de pontes que passamos por baixo e porque podemos vislumbrar de toda a arquitetura dos edifícios, desde os mais antigos na zona central da cidade à zona moderna e contemporânea mais próxima do rio. A viagem com áudio guia ajuda a fazer uma contextualização e aconselho vivamente a fazer. 

 

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Quando terminou o meu passeio de barco decidi ir a pé até perto do Rijksmuseum porque queria ver as famosas letras do "I am'sterdam" mas até lá fui passando por muitos outros locais históricos e importantes. O primeiro já o tinha visto de manhã na caminhada até à Casa de Anne Frank e é o Palácio Real de Amesterdão, um dos muitos palácios dos Países Baixos e com um estilo clássico holandês. É uma excelente forma para conhecer um pouco mais sobre a história da família real de Amesterdão e sobre o edifício que hoje é um Palácio Real. 

 

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( Palácio Real de Amesterdão )

 

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Mesmo em frente ao Palácio Real de Amesterdão está a Praça Dam que é a praça mais importante e conhecida da cidade porque marca o epicentro histórico, foi ao redor daquela praça que Amesterdão se desenvolveu e hoje em dia é passagem de centenas de turistas. Também na Praça Dam está o Monumento Nacional, onde um obelisco de vinte e dois metros de altura presta homenagem aos soldados holandeses que morreram durante a segunda guerra mundial. Esta é uma boa zona para descansar um pouco e aproveitar o centro histórico para absorver a vida de Amesterdão.

 

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( Praça Dam )

 

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( Praça Dam )

 

Amesterdão é sinónimo de bicicletas por todo o lado, quase todos os holandeses utilizam a bicicleta no dia-a-dia e para todos os turistas que visitam a cidade à que entender isso e respeitar. É frequente haver algum congestionamento nas ruelas mais apertadas mas se está a passear a pé respeite as ciclovias e facilite a vida aos moradores locais. A maioria das bicicletas que se vê pelas ruas são bastante antigas, pesadas e velhas o que dá um ar muito rústico ao ambiente em si de Amesterdão e depois há dezenas de parques no meio da rua com centenas de bicicletas estacionadas. E não é brincadeira, Amesterdão é o local do mundo com mais bicicletas por metro quadrado.

 

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Depois de uma caminhada muito agradável chegámos junto do Rijksmuseum que é o Museu Nacional dos Países Baixos. Nele é possível encontrar obras desde a idade de ouro, uma grande exposição de arte asiática, história dos Países Baixos, entre tantas obras de destaque como por exemplo pinturas de Rembrandt, Johannes Vermeer e Frans Hals. Para amantes de pintura, escultura e arte este é um museu europeu a não perder.

 

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( Rijksmuseum )

 

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À saída do museu e para terminar o dia estive um pouco junto do Museumplein, jardim em frente ao Rijksmuseum e do Museu de Van Gogh. É neste local que está o famoso letreiro " I am'sterdam", conhecido principalmente pelas milhares de fotografias na Internet e nas redes sociais dos turistas que por lá passam. De facto é daqueles locais que idealizamos ser especial passar por lá e depois torna-se um bocadinho numa desilusão. Estão sempre centenas de pessoas em volta das letras, muitas delas sentadas em cima das letras, o que torna uma missão quase impossível tirar uma fotografia com poucas pessoas junto do letreiro. O melhor a fazer é esquecer as fotografias e aproveitar a zona para passeios muito agradáveis. 

 

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( The Night Watch by Rembrandt, 1642 )

 

 

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