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Travel is always a good idea

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Berlim - Topografia do Terror | Topographie des Terrors

A Topografia do Terror apresenta aos seus visitantes uma exposição, não diria memorial nem museu, mas sim uma exposição sobre o terror que se sofreu durante o período nazi. Não é uma exposição agradável mas é rica em informação histórica sobre este período e recomendo vivamente a todos os que visitem Berlim, especialmente a quem visite com budget apertado ou a quem tenha um tempo apertado mas gostava de conhecer mais sobre este assunto. A nível da exposição, quer em textos ou imagens, a informação condensada está organizada de forma brilhante. Portanto se houver interesse em saber mais, porque não ? O museu é gratuito e está aberto todos os dias.

 

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INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Preço: gratuito

Horário: 10h – 20h

Estações de metro próximas: Kochstrasse, Potsdamer Platz;

Site: http://www.topographie.de/en/ 

 

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Entre 1933 e 1945 o centro das instituições Nazi que espalharam terror por todo o país - a Policia Secreta do Estado, liderada pelos SS durante a Segunda Guerra Mundial - estavam localizadas onde hoje está este memorial, a Topografia do Terror. Após 1945, os edifícios foram destruídos e demolidos sem deixar rasto de história, deixando que a mesma fosse esquecida. A documentação da Topografia do Terror provém de largas pesquisas realizadas na área e que podem ser visitadas desde 2010. A exposição está muito bem organizada e pode ser visitada com ou sem áudio-guia, embora a maioria da exposição possa ser lida quer em textos e fotografias.

 

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A ascensão de Hitler como chanceler da Alemanha marca a destruição da democracia de Weimar. A separação de poderes, direitos básicos, liberdade de imprensa, pluralismo e federalismo foram abolidos. O Socialismo Nacional anuncia uma nova ordem, o "Terceiro Reich". Homens da SA e SS são apontados como policias oficiais e encorajados a usar armas em sua defesa. Muitas dos locais de reuniões da SA começaram a ser centros de tortura onde todos os que se opunham às políticas Nazis eram torturados. O terror Nazi espalha-se a todos os cidadãos. Em poucos meses, partidos, uniões e alianças foram destruídas e dilaceradas. A SS e a Gestapo ( Policia Secreta do Estado ) torna-se um dos pilares principais da nova unidade Nazi do estado.

 

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A cidade de Berlim não foi só a capital do Terceiro Reich, mas também o centro de inúmeros escritórios e agências dos SS, da Policia Secreta do Estado, dos Serviços de Segurança, de investigações criminais e outras organizações. As perseguições e buscas a todas os alemães e pessoas de outras nacionalidades que se declaravam inimigos do estado eram feitas e coordenadas por todas as agências Nazis que pertenciam ao estado. Ordens dos centros de segurança em Berlim através da Gestapo e outros órgãos policiais prenderam e mataram muitos dos que se diziam ser políticos oponentes ao Socialismo Nacional, deportaram judeus alemães para campos de extermínio e lançavam um clima de terror contra os homossexuais que eram chamados de elementos anti-sociais tornando-os prisioneiros de guerra, trabalhadores forçados nos campos de concentração e tantos outros crimes ao longo dos anos do estado Nazi.

 

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Durante o período Nazi o clima de terror e medo espalhou-se a quando da proteção especial do estado ser alterada, qualquer pessoa podia ser detida pela gestapo se fosse denunciada por outras pessoas anonimamente. A forma como o medo influenciava a sociedade revela o quão longe foi o estado Nazi para conseguir o que queria, não medindo limites. No inicio da guerra, em 1943, não conseguindo controlar a situação de haver cada vez mais denuncias, a gestapo decide enviar diretamente os prisioneiros para os campos de concentração e assim foi o destino de milhares de pessoas, não havendo estatísticas exatas sobre este assunto.

 

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Só quando a segunda guerra mundial estava a semanas de terminar os campos de concentração e extermínio começaram a ser evacuados, a policia e todos os oficiais relacionados com a gestapo começaram a abandonar os seus postos e inclusive muitos dos poucos sobreviventes nos campos foram mortos. A maioria das provas e documentos que comprovavam crimes cometidos durante o período nazi foram destruídos, foram feitos todos os possíveis para esconder o máximo de informação sobre o que foi feito durante essa época e esta exposição pretende mostrar ao público parte relevante dos achados que retratam este tempo de terror.

 

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Todo este post foi escrito com informações que podem ser lidas na Topografia do Terror e pessoalmente serve como fonte de enriquecimento pessoal. Este é um grande propósito das minhas viagens, viajar é bom, conhecer uma cidade é bom, mas sempre acrescentar a essas viagens conhecimento e História. 

 

Boa visita !

 

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Entre na Rubrica: Museus e outros... e continue a sua viagem :)

 

Berlim - Dia 4 na cidade das artes e antiguidades

O metro de Berlim é o transporte público mais utilizado por locais e turistas, é muito limpo, organizado e simples de utilizar. Embora também haja metro de superfície, autocarros e taxis, o metro U-bahn é o meio mais descomplicado e económico. Os preços são altos comparando com outras cidades europeias, mas vale a pena. Um bilhete único na zona AB custa 2,70€, nas zonas BC custa 3€ e nas zonas ABC custa 3,30€, para a zona AB um bilhete diário custa 6,90€ e sobe consoante as zonas necessárias.

 

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Continuamos a nossa visita à cidade de Berlim parando no Museu de Pérgamo ( Pergamonmuseum ) localizado na ilha dos museus. Alberga atualmente três partes: a coleção de arte da antiguidade clássica, o museu do antigo oriente próximo e o museu de arte islâmica. É famoso e um dos mais requisitados museus de Berlim pelo seu fabuloso Altar de Pérgamo, que deu nome ao próprio museu. Dos cinco museus se só tivesse que optar por visitar um, escolheria este.

 

Para ler mais sobre este museu escrevi um post: clique aqui.

 

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( Museu de Pérgamo ) 

 

Berlim é uma cidade cheia de museus e memoriais, principalmente relacionados com o Holocausto e um dos mais interessantes que visitei foi o Topografia do Terror ( Topographie des Terrors ) onde é documentado todos os horrores praticados no período Nazi, existe informação bastante sintetizada e prática sobre os acontecimentos da época. No geral tenho uma opinião muito concreta sobre este tipo de museus, pode não ser correta mas fiquei com a impressão de que Berlim vive do Holocausto, como se a cidade vivesse do turismo e o turismo interessado em História acaba por sustentar este tipo de museus, basicamente usam a pior face humana e as atrocidades feitas por um Nazi para a promoção da cidade. Qualquer das formas prefiro acreditar que o excesso de memoriais e museus sirva para mostrar a gerações atuais e futuras tudo o que aconteceu e não deixar que estes crimes caiam no esquecimento.

 

Para ler mais sobre esta exposição: clique aqui.

 

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( Topographie des Terrors )

 

Do museu da Topografia do Terror foi só uma caminhada até chegarmos ao Museu do Muro de Berlim ( Museum Haus am Checkpoint Charlie ) também conhecido só por Checkpoint Charlie. Este é um museu muito conhecido e visitado por conter documentos sobre a história da construção até à destruição do muro de Berlim. É naquela zona do museu que antigamente estava o posto de fronteira Checkpoint Charlie, daí o nome dado ao museu. Por opção própria não visitei este museu porque no dia que chegámos a essa zona estava um bocado cansado da intensidade de outros museus sobre o Holocausto que já tinha visitado. De qualquer forma se viajar para Berlim com poucos dias para conhecer a cidade, se tiver que optar por excluir alguns museus aproveite este porque condensa toda as informações interessantes sobre o Holocausto. Pessoalmente fiquei com mais um argumento para lá voltar, um dia !

 

Informação útil sobre o Museu do Muro de Berlim:

Preço: 14,50 € para adultos, 9,50€ para estudantes, 6€ para crianças até 6 anos e o custo do áudio guia são 5€.

Horário: todos os dias entre as 9h e as 22h

Estações de metro próximas: Kochstraße, Stadtmitte

Site: http://www.mauermuseum.de/en/index.html 

 

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( Museum Haus am Checkpoint Charlie )

 

Após passearmos por aquela zona do Checkpoint Charlie e bebermos um café no Einstein Kaffé decidimos entrar no The Berlin Wall. Não íamos entrar porque queríamos descansar de tanta informação sobre o Holocausto e porque o bilhete seriam mais 10€, mas quando ficamos a perceber que à hora que íamos entrar não era necessário pagar, daríamos o que quiséssemos, decidimos ir. A exposição inicial são várias fotografias de coleções particulares que retratam a forma possível de viver, o quotidiano de famílias e jovens enquanto a cidade estava dividida pelo muro. A ideia da exposição The Berlin Wall foi do senhor Yadegar Asisi que através de um fundo panorâmico e de um filme numa sala escura retrata de forma colorida e com desenhos em tamanho real cenas da cidade dividida ao meio. Enquanto a imagem panorâmica vai alterando cores e formas, é possível ouvir o relato em várias línguas de uma história detalhada sobre a divisão da cidade e o efeito provocado no povo. O filme está sempre a repetir e por isso é possível caminhar através de uma plataforma central e ver os detalhes da imagem panorâmica de forma calma e serena. Recomendo esta experiência porque foge à normalidade de todos os museus e junta o espetáculo artístico e visual, nunca deixando de ser informativo.

 

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( The Berlin Wall )

 

Informações úteis sobre o The Berlin Wall:

Preço: 10€ para adultos, 8€ preço reduzido e 4€ para crianças.

Horário: 10h às 18h

Estações de metro próximas: Kochstraße, Stadtmitte

Site: http://www.asisi.de/en/panoramas/the-wall/bildergalerie.html

 

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" Nós já não pensamos em liberdade. Temos a sorte de viver numa sociedade em que a liberdade de expressão está firmemente ancorada no quotidiano e onde não há fronteiras. O movimento em relação aos direitos de liberdade está completamente enraizado na constituição alemã.

 

A História demonstrou que muitas vezes as condições podem mudar de um dia para o outro, tanto para o bom como para o mau. Nada do que conseguimos permanecerá connosco só para nós. No entanto cada geração apresenta o perigo de perder coisas supostamente seguras, mas mesmo assim conseguir estabilizar e desenvolver mais do que isso. Com a aparência de que o mundo permite mais do que um único ponto de vista ou sistema social, temos de estabelecer um futuro, na qual todas as pessoas do mundo, diferentes culturas, religiões e costumes vivam em paz e em liberdade.  

 

Este é o desafio para as gerações futuras - moldar esta união e procurar o diálogo, sem recorrer à violência. Se não conseguirmos isto, então novos muros serão construídos em breve".

 

Yadegar Asisi
Berlim, 4 de março de 2016

 

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( East Side Gallery ) 

 

Voltando à zona central de Berlim e mesmo junto à TV Tower está a Igreja de Santa Maria ( Marienkirche ) que é uma das igrejas mais antigas de Berlim, embora não se saiba a data certa da sua construção, foi citada pela primeira vez em 1292, sendo provavelmente do século XIII. Inicialmente era uma igreja católica mas durante a Reforma Protestante foi convertida para o protestantismo, o mesmo aconteceu à Igreja de São Nicolau ( Nikolaikirche ). Quando visitámos Berlim aquela zona estava em obras como é possível ver na imagem abaixo e por esse motivo não nos foi possível entrar para visitar.

 

Informações úteis sobre a Igreja de Santa Maria:

Preço: gratuito

Horário: 10h às 16h ( janeiro a março) e 10h às 18h (abril a dezembro).

Estação de metro próxima: Alexanderplatz

Site: http://marienkirche-berlin.de/ 

 

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 ( Igreja St. Marienkirche e a TV Tower )

 

A cidade de Berlim está repleta de museus e galerias de arte que torna-se uma missão impossível ter de escolher o que ver e visitar. Em 1841 já se designava Berlim como uma área dedicada à arte e antiguidades, a começar pela Ilha dos Museus que alberga coleções históricas importantíssimas no mundo todo. Além da Ilha dos Museus há o Gemäldegalerie, o Hamburger Bahnhof, o Deutsches Historisches Museum, o Bauhaus Archive, o Museu Judaico, o Museu Alemão de Tecnologia, o Museum für Naturkunde, o Museu de Arte Asiática, o Museu Etnológico, o Museu das Culturas Europeias, o Museu dos Aliados, o Museu Brücke, o Museu Stasi, o Checkpoint Charlie, o Beate Uhse Erotic Museum. Como já disse em cima, o difícil é escolher o que ver !

 

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Para finalizar este dia andámos horas ao longo de ruas sem direção, porque a cidade de Berlim também vive da arte urbana. Aquela que encontramos sem esperar ao virar da esquina. A começar na East Side Gallery que é considerada a maior galeria de arte em céu aberto, passando por grafites da década de 1980 e terminando em pequenas estátuas um pouco por todo o lado. Tudo isto faz da cidade de Berlim ser conhecida pela sua arte de rua.

 

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Boa viagem !

 

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