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Travel is always a good idea

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Frankfurt - 1 dia na Mainhattan alemã

A minha passagem por Frankfurt surgiu quando decidi fazer uma viagem pela Europa e não tinha nenhuma cidade por onde começar, queria criar um roteiro que passasse por Limburg, uma cidade alemã onde tenho família a residir e terminasse em Amesterdão na Holanda, que embora fosse outono era uma cidade que queria muito visitar. Após muitas pesquisas para conciliar estes locais surgiu a hipótese de conhecer a cidade de Frankfurt dada a localização e proximidade com Limburg. O voo da TAP na altura custou aproximadamente 130 euros e tem a duração de duas horas.

 

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Esta viagem foi especial por um simples motivo, foi a primeira viagem que fiz completamente sozinho. Preparei-me da mesma forma como sempre o faço mas a sensação de viajar sozinho essa foi bem diferente. Quando temos alguém connosco ao lado, mesmo que embora completamente perdidos nunca nos sentimos sós, estamos seguros e essa base desapareceu quando coloquei um pé fora do avião, ao aterrar em Franfurt e pensei: "Okay, agora estás contigo!". Mas também é essa adrenalina boa que faz tanto e tanto viajante não trilhar viagens fantásticas pelo mundo fora. Como sou um amante de cidades, achei que a melhor forma de me aventurar seria perder-me por Frankfurt e embevecer-me com toda a história e monumentos que a cidade oferece aos turistas. 

 

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Chegado ao aeroporto principal de Frankfurt, a melhor forma de chegar ao centro da cidade é de comboio, num bilhete que apenas custa cinco euros, entrando na estação Frankfurt Main Airport até Frankfurt Main Hauptbahnhof (Frankfurt HBF). Não há nada a temer com esta ligação, bem como em quase todas as cidades alemãs e nos seus aeroportos, é fácil encontrar o comboio, é fácil perceber que é o certo e mesmo que pareça difícil, há sempre balcões de informação ou policia para perguntar. Para a minha estadia escolhi o Hotel Leonardo Frankfurt City Center que tem uma localização espetacular, a metros da saída da estação de comboios central e porque já tinha estado em Berlim nesta cadeia de hotéis, sabia que não me ia desiludir. Como seria de esperar, uma noite num hotel e ainda por cima sozinho é mais cara ( paguei 70 euros) do que o normal que pago mas valeu a pena para conhecer a cidade.

 

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A cidade de Frankfurt am Main ou simplesmente Frankfurt é a quinta maior cidade da Alemanha e um ponto central nos transportes europeus, com o aeroporto de Frankfurt a ser um dos mais movimentados de todo o mundo e a estação central de Frankfurt um dos terminais de comboios mais utilizados para pessoas e mercadorias. O centro de Frankfurt é um enorme centro financeiro da Europa que ocupa o seu espaço nos maiores e mais altos arranha céus, compondo mais de três centenas de bancos nacionais e internacionais, instituições como o Banco Central Europeu, o Banco Federal Alemão, a Bolsa de Valores de Frankfurt, o Deutsche Bank, o Commerzbank e o DZ Bank. Atualmente esta cidade apresenta uma qualidade de vida alta e embora me tenha passado ao lado é a cidade alemã mais cara para se viver e a décima mundialmente. De qualquer forma e mesmo tendo apreciado muito o que vi, está bem longe da qualidade que vi em Hamburgo ou Berlim, mas são opiniões.

 

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Comecei o meu passeio em Frankfurt saindo do hotel em direção ao centro da cidade, até encontrar a Romerplatz, atualmente considerada o centro histórico de Frankfurt, famosa pela sua construção preenchida de diferentes estilos arquitetónicos devido a bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial que abalaram alguns dos edifícios e provocaram reconstruções que mesmo após a passagem dos anos permitiu a consistência da arquitetura romana em contraste com o estilo moderno de outros edifícios no espaço. O edifico medieval mais famoso é o "Romer", porque é nele que assenta a administração da cidade há mais de 600 anos de história e naquela praça realizou-se em tempos coroações, mercados e hoje em dia palco de visitas turísticas. 

 

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Da Romerplatz caminhei na direção do Rio Meno e encontrei a Ponte de Ferro (Eiserner Steg), construída em 1867 é uma das primeiras pontes construídas na cidade e muito bonita para passear porque há vários artistas de rua que animam com a sua música o ambiente e também porque temos uma vista lindíssima sobre o rio e a cidade. Outra antiguidade muito visitada é a Torre Eschenheim, construída em 1350 e ali permanece envolta de edifícios modernizados, que acabam por favorece-la. É uma torre digna de visita e de contemplação. 

 

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Para almoçar escolhi a zona junto ao edifício Hauptwache, uma vez que o edifício barroco que data 1730 é hoje o centro de uma grande praça metropolitana que alberga diversos edifícios com restauração, shopping e serviços. O próprio Hauptwache que em tempos chegou a ser uma prisão militar é hoje um café restaurado e toda a zona à sua volta é de lazer. Se tiver oportunidade e tiver tempo na cidade, aproveite para se sentar na praça a ver o movimento citadino, foi o que fiz e é sempre tão agradável ver a vida de outro país.

 

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Para mim um dos pontos obrigatórios a visitar em Frankfurt é a Casa de Goethe (Goethehaus). Johann Wolfgang Goethe nasceu a 28 de Agosto de 1749 e é o mais reconhecido autor, poeta, pensador e escritor alemão. A visita à sua casa permite voltar anos na história e com ajuda do áudio guia que torna a visita mais interativa é possível ficar a conhecer toda a história da casa e da vida de Goethe. A casa apresenta quatro pisos cheios de artefactos e uma biblioteca com mais de duas mil obras.

 

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Informações úteis sobre a Casa de Goethe:

Horário: 10h às 18h (segunda-feira a sábado), 10h às 17h30 (domingos e feriados)

Horário da Biblioteca: 10h-12h e 13h-16h (segunda-feira a sexta-feira)

Preço: 7€ (normal), 3€ (tarifa reduzida), 3€ (estudantes), 5€ (grupos acima de 11 pessoas), gratuito (crianças abaixo de 6 anos)

Nota: A casa não é acessível a cadeiras de rodas e carrinhos de bebé.

Site: www.goethehaus-frankfurt.de

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O meu passeio continuou junto à Ópera Velha (Alter Oper) que se apresenta como um monumento muito bem preservado e que claro cheio de história. Atualmente é usada para atuações de dança, ópera e teatro e os jardins à sua frente são ideais para caminhadas pela cidade. Não cheguei a entrar dentro da Ópera mas há essa possibilidade para os amantes deste tipo de monumento.

 

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E por fim o último local que visitei antes do dia terminar e a minha viagem continuar, a Main Tower. A cidade de Frankfurt ficou conhecida nos últimos anos pelos seus arranha-céus, que tanto fazem lembrar a cidade cosmopolita de Nova Yorque e os seus bairros. Até por esse motivo se apelidou Frankfurt de Mainhattan. Por este motivo a subida à Main Tower é tão especial, com uma visão panorâmica para todos os arranha-céus na zona central da cidade, o rio, a estação de comboios e todo o horizonte de Frankfurt. Recomendo vivamente um visita !

 

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Informações úteis sobre a Main Tower:

Horário de verão: 10h às 21h (domingo a quinta-feira), 10h às 23h (sexta-feira e sábado).

Horário de inverno: 10h às 19h (domingo a quinta-feira), 10h às 21h (sexta-feira e sábado).

Nota: última súbida meia hora antes do horário terminar.

Preço: 7,50€ ( tarifa normal )

Site: https://www.maintower.de/en/

 

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Boa viagem !

 

Costa Vicentina - Dia 4, até ao ponto mais Sudoeste da Europa

O nosso último dia de viagem pela Costa Vicentina terminou com uma estadia no Hotel Vale da Telha em Aljezur. As condições do hotel são muito boas, com uma receção, restaurante e quartos bastante limpos e bem decorados. A nossa estadia final foi ótima, com o bónus de conseguir um bom tempo de sol para poder dar um mergulho e ainda aproveitar uma excelente refeição que nos garantiram no restaurante do hotel. 

 

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Perto de Aljezur ainda visitámos a Praia de Monte Clérigo, com um areal enorme, onde se pode observar na baixa-mar desde estrelas do mar, caranguejos, lapas e polvos nas fendas das rochas junto ao mar. A praia é agradável a todos os que queiram aproveitar areia, praia e mar. O acesso é plano e muito bonito, porque ao chegar a vista panorâmica é magnifica.

 

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( Praia de Monte Clérigo )

 

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( Praia de Monte Clérigo )

 

Após passar a zona de Aljezur ao longo de toda a costa pode encontrar a Praia da Arrifana, a Praia da Pedra da Agulha, a Praia da Bordeira, a Praia do Amado e a Praia da Cordoama entre muitas outras belíssimas praias. Mas como o nosso grande objetivo era chegar ao ponto mais ocidental da Europa, fomos para a estrada e começámos o nosso último grande trajeto percorrendo a N2468 e só parando para descansar um pouco em Vila do Bispo. Um município do Algarve que recebe muitos turistas. 

 

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( Panorâmica da Fortaleza de Sagres )

 

Após mais um longo percurso de carro chegámos finalmente ao Cabo de São Vicente, o último ponto do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. É o cabo a sudoeste de Portugal considerado a ponto mais ocidental da Europa. Podemos entrar no Cabo de São Vicente, visitar uma exposição e ainda visitar o farol. Do cabo é possível apreciar a passagem dos navios que transitam entre o mar mediterrâneo, passam no norte de África e seguem pelo oceano Atlântico. 

 

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( Farol do Cabo de São Vicente )

 

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Seguindo na outra direção encontramos a Fortaleza de Sagres, também chamada de Castelo de Sagres ou Forte de Sagres. Bem como na zona do Cabo de São Vicente toda aquela zona está repleta de falésias escarpadas, areadas pelo vento que se faz sentir uma vez que na zona onde os carros chegam a vegetação é pouca e o terreno é plano. A panorâmica sobre o Cabo de São Vicente e Sagres é grande e por ser um local importante é constantemente visitada por turistas. A Fortaleza de Sagres têm um bilhete pago para se entrar, o qual não fizemos e preferimos dar um passeio nos exteriores. Dali é possível apreciar ao longe a Praia do Tonel que estava repleta de surfistas e alunos em escolas de surf.

 

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( Fortaleza de Sagres )

 

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( Praia do Tonel )

 

Ir é mesmo o melhor remédio ! Há muito tempo que queria fazer a costa vicentina, percorrer desde Sines até ao Cabo de São Vicente, andar em estradas alentejanas sem rumo, visitar praias ou vilas consoante a vontade e disposição, não ter horários e não me sentir preso. E porque as viagens acompanho são sempre melhor, esta com a minha melhor amiga Rafaela foi ainda mais divertida, sempre a testar a nossa amizade, respeitar as vontades e silêncios não é fácil, mas tudo correu bem. A memória mais divertida talvez seja nós a passear de carro com janelas abertas devido quente verão que se fazia sentir e na grade entre a bagageira do carro e os nossos bancos, os bikinis e fatos de banho pendurados a secar. Peripécias de quem decidiu percorrer todo o litoral e ficar em quatro hoteis diferentes. Se fosse hoje talvez escolhesse o local mais central, assentaria ali num hotel ou pensão e conduzia todos os dias para onde quisesse. Quem sabe ? Um dia...

 

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Boa viagem !

 

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