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Travel is always a good idea

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Berlim - Dia 4 na cidade das artes e antiguidades

O metro de Berlim é o transporte público mais utilizado por locais e turistas, é muito limpo, organizado e simples de utilizar. Embora também haja metro de superfície, autocarros e taxis, o metro U-bahn é o meio mais descomplicado e económico. Os preços são altos comparando com outras cidades europeias, mas vale a pena. Um bilhete único na zona AB custa 2,70€, nas zonas BC custa 3€ e nas zonas ABC custa 3,30€, para a zona AB um bilhete diário custa 6,90€ e sobe consoante as zonas necessárias.

 

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Continuamos a nossa visita à cidade de Berlim parando no Museu de Pérgamo ( Pergamonmuseum ) localizado na ilha dos museus. Alberga atualmente três partes: a coleção de arte da antiguidade clássica, o museu do antigo oriente próximo e o museu de arte islâmica. É famoso e um dos mais requisitados museus de Berlim pelo seu fabuloso Altar de Pérgamo, que deu nome ao próprio museu. Dos cinco museus se só tivesse que optar por visitar um, escolheria este.

 

Para ler mais sobre este museu escrevi um post: clique aqui.

 

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( Museu de Pérgamo ) 

 

Berlim é uma cidade cheia de museus e memoriais, principalmente relacionados com o Holocausto e um dos mais interessantes que visitei foi o Topografia do Terror ( Topographie des Terrors ) onde é documentado todos os horrores praticados no período Nazi, existe informação bastante sintetizada e prática sobre os acontecimentos da época. No geral tenho uma opinião muito concreta sobre este tipo de museus, pode não ser correta mas fiquei com a impressão de que Berlim vive do Holocausto, como se a cidade vivesse do turismo e o turismo interessado em História acaba por sustentar este tipo de museus, basicamente usam a pior face humana e as atrocidades feitas por um Nazi para a promoção da cidade. Qualquer das formas prefiro acreditar que o excesso de memoriais e museus sirva para mostrar a gerações atuais e futuras tudo o que aconteceu e não deixar que estes crimes caiam no esquecimento.

 

Para ler mais sobre esta exposição: clique aqui.

 

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( Topographie des Terrors )

 

Do museu da Topografia do Terror foi só uma caminhada até chegarmos ao Museu do Muro de Berlim ( Museum Haus am Checkpoint Charlie ) também conhecido só por Checkpoint Charlie. Este é um museu muito conhecido e visitado por conter documentos sobre a história da construção até à destruição do muro de Berlim. É naquela zona do museu que antigamente estava o posto de fronteira Checkpoint Charlie, daí o nome dado ao museu. Por opção própria não visitei este museu porque no dia que chegámos a essa zona estava um bocado cansado da intensidade de outros museus sobre o Holocausto que já tinha visitado. De qualquer forma se viajar para Berlim com poucos dias para conhecer a cidade, se tiver que optar por excluir alguns museus aproveite este porque condensa toda as informações interessantes sobre o Holocausto. Pessoalmente fiquei com mais um argumento para lá voltar, um dia !

 

Informação útil sobre o Museu do Muro de Berlim:

Preço: 14,50 € para adultos, 9,50€ para estudantes, 6€ para crianças até 6 anos e o custo do áudio guia são 5€.

Horário: todos os dias entre as 9h e as 22h

Estações de metro próximas: Kochstraße, Stadtmitte

Site: http://www.mauermuseum.de/en/index.html 

 

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( Museum Haus am Checkpoint Charlie )

 

Após passearmos por aquela zona do Checkpoint Charlie e bebermos um café no Einstein Kaffé decidimos entrar no The Berlin Wall. Não íamos entrar porque queríamos descansar de tanta informação sobre o Holocausto e porque o bilhete seriam mais 10€, mas quando ficamos a perceber que à hora que íamos entrar não era necessário pagar, daríamos o que quiséssemos, decidimos ir. A exposição inicial são várias fotografias de coleções particulares que retratam a forma possível de viver, o quotidiano de famílias e jovens enquanto a cidade estava dividida pelo muro. A ideia da exposição The Berlin Wall foi do senhor Yadegar Asisi que através de um fundo panorâmico e de um filme numa sala escura retrata de forma colorida e com desenhos em tamanho real cenas da cidade dividida ao meio. Enquanto a imagem panorâmica vai alterando cores e formas, é possível ouvir o relato em várias línguas de uma história detalhada sobre a divisão da cidade e o efeito provocado no povo. O filme está sempre a repetir e por isso é possível caminhar através de uma plataforma central e ver os detalhes da imagem panorâmica de forma calma e serena. Recomendo esta experiência porque foge à normalidade de todos os museus e junta o espetáculo artístico e visual, nunca deixando de ser informativo.

 

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( The Berlin Wall )

 

Informações úteis sobre o The Berlin Wall:

Preço: 10€ para adultos, 8€ preço reduzido e 4€ para crianças.

Horário: 10h às 18h

Estações de metro próximas: Kochstraße, Stadtmitte

Site: http://www.asisi.de/en/panoramas/the-wall/bildergalerie.html

 

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" Nós já não pensamos em liberdade. Temos a sorte de viver numa sociedade em que a liberdade de expressão está firmemente ancorada no quotidiano e onde não há fronteiras. O movimento em relação aos direitos de liberdade está completamente enraizado na constituição alemã.

 

A História demonstrou que muitas vezes as condições podem mudar de um dia para o outro, tanto para o bom como para o mau. Nada do que conseguimos permanecerá connosco só para nós. No entanto cada geração apresenta o perigo de perder coisas supostamente seguras, mas mesmo assim conseguir estabilizar e desenvolver mais do que isso. Com a aparência de que o mundo permite mais do que um único ponto de vista ou sistema social, temos de estabelecer um futuro, na qual todas as pessoas do mundo, diferentes culturas, religiões e costumes vivam em paz e em liberdade.  

 

Este é o desafio para as gerações futuras - moldar esta união e procurar o diálogo, sem recorrer à violência. Se não conseguirmos isto, então novos muros serão construídos em breve".

 

Yadegar Asisi
Berlim, 4 de março de 2016

 

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( East Side Gallery ) 

 

Voltando à zona central de Berlim e mesmo junto à TV Tower está a Igreja de Santa Maria ( Marienkirche ) que é uma das igrejas mais antigas de Berlim, embora não se saiba a data certa da sua construção, foi citada pela primeira vez em 1292, sendo provavelmente do século XIII. Inicialmente era uma igreja católica mas durante a Reforma Protestante foi convertida para o protestantismo, o mesmo aconteceu à Igreja de São Nicolau ( Nikolaikirche ). Quando visitámos Berlim aquela zona estava em obras como é possível ver na imagem abaixo e por esse motivo não nos foi possível entrar para visitar.

 

Informações úteis sobre a Igreja de Santa Maria:

Preço: gratuito

Horário: 10h às 16h ( janeiro a março) e 10h às 18h (abril a dezembro).

Estação de metro próxima: Alexanderplatz

Site: http://marienkirche-berlin.de/ 

 

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 ( Igreja St. Marienkirche e a TV Tower )

 

A cidade de Berlim está repleta de museus e galerias de arte que torna-se uma missão impossível ter de escolher o que ver e visitar. Em 1841 já se designava Berlim como uma área dedicada à arte e antiguidades, a começar pela Ilha dos Museus que alberga coleções históricas importantíssimas no mundo todo. Além da Ilha dos Museus há o Gemäldegalerie, o Hamburger Bahnhof, o Deutsches Historisches Museum, o Bauhaus Archive, o Museu Judaico, o Museu Alemão de Tecnologia, o Museum für Naturkunde, o Museu de Arte Asiática, o Museu Etnológico, o Museu das Culturas Europeias, o Museu dos Aliados, o Museu Brücke, o Museu Stasi, o Checkpoint Charlie, o Beate Uhse Erotic Museum. Como já disse em cima, o difícil é escolher o que ver !

 

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Para finalizar este dia andámos horas ao longo de ruas sem direção, porque a cidade de Berlim também vive da arte urbana. Aquela que encontramos sem esperar ao virar da esquina. A começar na East Side Gallery que é considerada a maior galeria de arte em céu aberto, passando por grafites da década de 1980 e terminando em pequenas estátuas um pouco por todo o lado. Tudo isto faz da cidade de Berlim ser conhecida pela sua arte de rua.

 

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LINKS: PARTE UM, PARTE DOISPARTE TRÊS ou PARTE CINCO 

 

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Boa viagem !

 

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