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Travel is always a good idea

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Roma - Dia 1 na Roma Antiga

A minha viagem em 2015 que começou em Milão, passou por Florença e Pisa terminou em Roma. Sempre tive uma ambição muito grande de conhecer Roma, a quarta cidade mais populosa da Europa e capital da Itália. De todos os destinos por onde já andei Roma é uma cidade densa em História e com um peso muito grande no desenvolvimento da civilização ao longo dos últimos séculos. Roma é conhecida por ser a "Cidade Eterna" e acho que lhe assenta muito bem, é de facto uma cidade marcada por todos os monumentos, fases da sua construção e acolhedora de todos os turistas que a visitam.

 

O nosso comboio proveniente de Florença chegou à estação de Roma Termini e rapidamente encontramos o nosso hotel na perpendicular da estação de comboios/metro. O nosso hotel foi reservado no Booking como é habitual e escolhemos aquela zona por ser próxima de todos os transportes, acessível a pé de todas as zonas que queríamos visitar e barato. Ficámos alojados no Hotel Luciani, de duas estrelas que poderiam ser mais não fosse a rede Internet ser absolutamente péssima. Fiquei com a ideia que Roma é uma cidade segura e ajustada ao turismo de massas, tem variedade na restauração, serviços por todo o lado e convidativa a todas as formas e gostos de viagem. 

 

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Decidimos começar a nossa visita em Roma no Coliseu de Roma que é uma das atrações turísticas mais visitadas da cidade, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, símbolo da Roma Imperial. É um anfiteatro oval construído em concreto e areia e é o maior anfiteatro algumas vez construido. A sua edificação remonta a poucos anos depois de Cristo e consegue albergar 50 a 80 mil expectadores, era inicialmente usado nos combates dos gladiadores, espetáculos públicos, execuções, encenações de batalhas famosas, dramas da mitologia clássica e entretenimento na era medieval. É considerado desde 2007 uma das sete maravilhas do mundo moderno e está parcialmente destruído devido a danos causados por terramotos e guerras. A entrada foi bastante rápida e durante a nossa visita conseguimos calmamente ver tudo o que queríamos sem pressa e sem grandes enchentes turísticas. Lembro-me da sensação ao entrar no Coliseu de sentir milénios de história, há uma energia no ar e misticidade que me fez quase sentir a vibração das lutas dos gladiadores e o público a vibrar. Deixe a sua imaginação flutuar e por algumas horas esqueça que está no século XXI.

 

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Quando saímos do Coliseu, demos logo com o Arco de Constantino que está na zona oeste e é fácil encontra-lo porque está no percurso que se faz para o Fórum Romano. É um arco que remonta ao ano 315 e celebra a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio e está em excelentes condições dada a sua longevidade. Para os amantes de História a cidade de Roma não desilude e como começamos a nossa visita nestes dois monumentos ficámos logo com uma impressão de que a nossa viagem por Roma seria inesquecível. Inesquecível também foi a chatice que tivemos com tanto vendedor de selfie sticks, lembro-me perfeitamente de termos passado perto do Arco de Constantino e do Coliseu de Roma à noite para fotografar e havia vendedores que passavam por nós uma vez custava em que o selfie-stick custava dez euros, à segunda passagem já descia para cinco e fiquei com a impressão que se passassem mais um ou duas vezes aceitavam qualquer coisa. Não há quem os ature! 

 

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Logo ao lado do Arco de Constantino está o monte Palatino que é uma das sete colinas de Roma. É basicamente um museu ao ar livre, como tínhamos comprado o bilhete combinado (coliseu + palatino + fórum romano) foi só apresentar o bilhete e entrar. Esta galeria de arte tem esculturas, antiguidades e as ruínas dos palácio de Augusto, Tibério e Domiciano. Foi um passeio muito agradável e estava um bonito dia de sol que ajuda muito no caso destas atrações em Roma que são a maioria ao ar livre.

 

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Fórum Romano é como se sabe uma praça agora em ruínas onde se centrava a vida pública romana, nele se celebravam cerimónias importantes, eleições, discursos políticos, audiências judiciais e também confrontos entre os gladiadores. Atravessando o monte Palatino até ao monte Capitolino, encontramos o Fórum Romano a meio, nesse percurso existem muitas ruínas de fragmentos arquitetónicos, escavações arqueológicas e esculturas muito importantes da antiga cidade de Roma. É como disse em cima um museu ao ar livre, que se faz numa caminhada muito agradável, no seguimento do Coliseu até ao Monumento Vittorio Emanuele II por isso é normal haver muitos turistas a fazer o mesmo percurso.

 

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O seguinte local onde fomos foi o Monumento Vittorio Emanuele II que é um monumento como o nome indica em honra do primeiro Rei da Itália e pai da pátria italiana, Vittorio Emanuele II. Eu já tinha começado a achar que Roma estava cheia de monumentos e edifícios abismais mas quando cheguei a este monumento fiquei com uma impressão ainda maior, de facto o que trago na memória de Roma é uma cidade com dezenas de momentos inesquecíveis e locais gigantes em história e arquitetura. O monumento Vittorio Emanuele II é feito em mármore branco e por ser gratuito entrámos para subir ás varandas e conseguir uma primeira vista panorâmica da cidade. Cá fora e á sua frente está a Piazza Venezia que tem uma localização muito central em Roma, sendo considerada o marco zero da cidade. Foi nesta zona que comprámos os nossos bilhetes para os autocarros hop-on hop-off que nos foram muito úteis para circular entre atrações.

 

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Monte Capitolino / Campidoglio é uma das famosas sete colinas de Roma que encontrámos ao caminhar desde a Piazza Venezia e é formado por três palácios que compõem o museu capitolino, com exposições de pinturas romanas, escultura da Roma Antiga, da Grécia e Antigo Egito. Para se entender um pouco melhor a História por detrás deste nome invulgar, este templo foi construído em honra da Tríade Capitolina que consiste na adoração de três divindades supremas do Capitólio - Júpiter, Juno e Minerva. 

 

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Continuámos o nosso passeio descendo a rua no sentido oposto ao Monumento Vittorio Emanuele II até encontrarmos a Basílica de Santa Maria in Cosmedin porque queríamos ver a La Bocca della Verità que é possível visitar apartir das 9h30 gratuitamente. A Bocca della Verità que em português significa A Boca da Verdade é uma face com traços humanos esculpida em mármore que fica na entrada para a Basílica de Santa Maria in Cosmedin e acredita-se que à muitos anos atrás seria uma antiga fonte romana e o retrato representa o deus romano dos Oceanos. Esta é uma atração muito visitada em Roma e por incrível que pareça quando lá chegámos tínhamos uma fila enorme para tirar fotografias junto dela, reza a lenda que a principal característica da boca era detetar mentiras e na Idade Média acreditava-se que se alguém contasse uma mentira com a mão na boca da escultura ela se fecharia mordendo a mão do mentiroso. Pela minha cara de satisfeito nota-se claramente que não fui mordido.

 

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Em breve continuamos por Roma !

 

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